TururuCE
15.457 habitantes · IBGE 2313559
Resumo socioambiental
Tururu/CE apresenta quadro socioambiental preocupante, com deficiências estruturais em saneamento que se refletem diretamente no desempenho ambiental do município. A cobertura de água teve salto expressivo em 2022, atingindo 60,7% (alta de +103,7% frente a 2021), mas ainda fica abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (69,9%), posicionando o município no percentil 31. O dado mais crítico é a perda de água, que chegou a 40,6% em 2022 — acima da mediana do Brasil (29,9%) e também superior à do Ceará (38,5%), colocando Tururu no percentil 73 (pior que a maioria dos municípios). Essa combinação de baixa cobertura com alta perda indica ineficiência operacional relevante no sistema de abastecimento, mesmo após a melhora recente.
No manejo de resíduos, a situação é igualmente desafiadora. A coleta domiciliar caiu de 52,9% (2010) para 34,1% (2022), enquanto o destino inadequado de resíduos, embora tenha recuado de 47,1% para 29,9% no mesmo período, permanece bem acima da mediana nacional (14,9%) e estadual (14,6%), no percentil 74. Essa deterioração da coleta ajuda a explicar o crescimento constante das emissões de resíduos, que subiram de 4.293 tCO₂e (2010) para 7.155 tCO₂e (2024), variação de +66,7%, superando a mediana nacional (5.787 tCO₂e) e ficando no percentil 57 — ou seja, pior que a maior parte dos municípios brasileiros.
O balanço de emissões totais de GEE também é preocupante: o município saltou de 54.250 tCO₂e (2010) para 78.276 tCO₂e (2024), alta de 44,3%, com picos históricos em 2020 e 2023, refletindo tanto o crescimento das emissões de resíduos quanto de energia (que aumentaram 69,8% no período, chegando a 7.624 tCO₂e). Ainda assim, em termos comparativos, Tururu está no percentil 33 nas emissões totais, abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), sinalizando impacto absoluto menor em escala municipal.
Do ponto de vista hídrico, os dados da ANA revelam vulnerabilidade acentuada: o município registrou 10 ocorrências de seca em 2016 (percentil 86, pior que a grande maioria do país) e um índice de segurança hídrica de apenas 1,000 (projeção 2035), muito abaixo da mediana nacional (4,000) e da média estadual (2,652), no percentil 1 — o pior extremo da distribuição. Esse cenário reforça a urgência de investimentos em infraestrutura de água e resíduos, já que as fragilidades no saneamento básico se conectam diretamente ao aumento das emissões e à baixa resiliência hídrica projetada para o município.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
81.5%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
28.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
34.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
29.9%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
78.276 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
7.155 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
7.624 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
10
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
