TurvelândiaGO
5.130 habitantes · IBGE 5221551
Resumo socioambiental
Turvelândia (GO) apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços recentes no saneamento básico, mas pressão crescente sobre as emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 78,1% em 2022, após um salto expressivo em relação a 2021 (70,5%), superando a mediana nacional (76,5%) e posicionando o município no percentil 53, embora ainda distante da média estadual (89,1%). A perda de água no sistema é de 13,1% (2022), bem abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (27,8%), refletindo gestão relativamente eficiente da rede, mesmo com leve alta nos últimos dois anos após mínima histórica de 10,9% em 2019.
No manejo de resíduos, a coleta domiciliar alcançou 81,5% dos domicílios em 2022, acima da mediana nacional (76,9%), com melhora de 10,5 pontos desde 2010. Ainda assim, 18,1% dos domicílios têm destino inadequado de resíduos, patamar superior à mediana do país (14,9%) e muito acima da média goiana (5,5%), indicando que o avanço na coleta não eliminou passivos de disposição irregular. Esse gargalo se reflete de forma limitada nas emissões do setor de resíduos, que somaram 2.816 tCO₂e em 2024 — valor baixo frente ao Brasil (percentil 5), mas em trajetória de alta de 40,9% desde 2010, sinalizando necessidade de monitoramento preventivo.
O principal ponto de atenção é o perfil de emissões totais de GEE, que chegou a 387.644 tCO₂e em 2024, crescimento de 36,4% desde 2010, situando o município no percentil 76 nacional — muito acima da mediana do país (138.513 tCO₂e). Esse resultado está fortemente associado ao setor de energia, cujas emissões cresceram 34,7% no período e também se posicionam no percentil 77, movimento coerente com a expansão da potência térmica fóssil instalada, que saltou de 15 MW para 65 MW a partir de 2022 (variação de 333,3%), colocando o município no percentil 86 nacional para essa métrica.
Quanto à segurança hídrica, o índice projetado de 3,000 fica abaixo da mediana nacional (4,000) e da UF (3,874), sugerindo vulnerabilidade futura que merece atenção integrada às políticas de saneamento. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados em 2016, mas a ausência de dados recentes limita a avaliação de risco hidrológico atual. Em síntese, Turvelândia avança em cobertura de serviços básicos, mas precisa priorizar a redução da matriz térmica fóssil e o tratamento adequado de resíduos para conter a trajetória ascendente de emissões.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
78.1%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
13.5%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
81.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
18.1%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
75 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
10 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
387.644 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.816 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
75.264 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
