UariniAM

15.278 habitantes · IBGE 1304260

IA

Resumo socioambiental

Uarini apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços no abastecimento de água mas fragilidades relevantes em saneamento básico e gestão de resíduos. A cobertura de água atingiu 97,0% em 2022, valor muito superior à mediana nacional (73,2%) e à média do Amazonas (81,3%), embora tenha recuado 3,0 pontos percentuais frente a 2021. Esse ganho de acesso é parcialmente comprometido pela perda de água na distribuição, que subiu para 51,9% em 2022 (+6,0 pontos), patamar bem acima da mediana nacional (29,1%) e também superior à média estadual (44,0%), indicando ineficiência operacional que eleva custos e pressiona os mananciais.

O saneamento de esgoto é o ponto mais crítico do município. Apenas 57,9% dos domicílios têm coleta adequada em 2022, abaixo da mediana nacional (76,9%) e da média estadual (73,0%), posicionando Uarini no percentil 23 nacional — ou seja, entre os municípios com pior cobertura. Ainda que o destino inadequado de dejetos tenha caído de 54,0% (2010) para 39,8% (2022), o valor permanece muito acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (19,2%), colocando o município no percentil 85, entre os piores do país nesse quesito. Essa deficiência estrutural ajuda a explicar o crescimento das emissões de resíduos, que passaram de 4.840 tCO₂e (2010) para 7.175 tCO₂e (2024, +48,2%), já acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e) e no percentil 55.

No balanço de emissões totais de GEE, Uarini historicamente operava como sumidouro de carbono (valores negativos entre 2010 e 2020, refletindo remoção florestal líquida), mas essa condição se reverteu a partir de 2021, com o município passando a emitir mais do que sequestra. Em 2024, as emissões totais somaram 63.310 tCO₂e, abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), mas a variação de +106% no último ano é preocupante e sinaliza perda de capacidade de absorção florestal, tema central na Amazônia. Em contrapartida, as emissões de energia caíram para 6.389 tCO₂e (-15,3%), abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), e a capacidade instalada de biomassa manteve-se estável em 4 MW desde 2019, próxima da mediana nacional (5 MW).

Do ponto de vista hidrológico, o município registrou 4 ocorrências de cheia e 2 de seca em 2016, ambas acima da mediana nacional (0 em cada categoria), com percentis 96 e 64 respectivamente, evidenciando vulnerabilidade a eventos hidroclimáticos extremos — fator que reforça a necessidade de investimentos em infraestrutura de saneamento e resiliência, especialmente diante da defasagem em coleta de esgoto e do aumento das emissões associadas a resíduos.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

97.0%

2022

3.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

51.9%

2022

6.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

57.9%

2022

23
25.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

39.8%

2022

15
26.3% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

4 MW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

63.310 tCO₂e

2024

73
106.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

7.175 tCO₂e

2024

45
48.2% no período

Emissões de energia

SEEG

6.389 tCO₂e

2024

74
15.3% no período

Registros de cheia

ANA

4

2016

4
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.