UauáBA
25.441 habitantes · IBGE 2932002
Resumo socioambiental
Uauá apresenta quadro de saneamento básico bastante aquém do padrão nacional, com riscos climáticos acima da média do país. A cobertura de água atingiu 54,2% em 2022, muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média baiana (80,7%), posicionando o município no percentil 24 — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. Chama atenção que a série histórica mostra pico de 66,6% em 2012, com queda contínua desde então, indicando retrocesso na expansão da rede. A perda de água, de 30,1% em 2022, está próxima da mediana nacional (29,9%) e abaixo da UF (35,0%), mas ainda representa desperdício expressivo que penaliza a já frágil cobertura.
O quadro de esgotamento sanitário é crítico: apenas 50,1% dos domicílios têm coleta de lixo (2022), contra mediana nacional de 76,9% e estadual de 69,0% (percentil 15), e o destino inadequado de resíduos atinge 40,4% dos domicílios — quase três vezes a mediana nacional (14,9%) e a média da Bahia (17,1%), colocando o município no percentil 86, entre os piores do país. Apesar de melhora de 18,6 pontos percentuais desde 2010, o patamar ainda é alarmante e ajuda a explicar o crescimento de 31,8% nas emissões de resíduos entre 2010 e 2024 (de 6.993 para 9.217 tCO₂e), acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 64).
As emissões totais de GEE saltaram 159% entre 2010 e 2024, chegando a 536.941 tCO₂e, valor muito superior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), situando o município no percentil 81. A série revela oscilações fortes, com pico de 857.844 tCO₂e em 2019, sugerindo forte influência de mudanças de uso da terra e agropecuária, típicas da região semiárida. As emissões de energia também cresceram 140,5% no período, atingindo 31.659 tCO₂e em 2024 (percentil 61), acompanhando possivelmente a expansão de consumo e infraestrutura local.
Em termos de eventos climáticos extremos, os registros de 2016 mostram 13 ocorrências de seca e 2 de cheia, ambos muito acima da mediana nacional (zero em ambos os casos), colocando Uauá nos percentis 92 e 87, respectivamente — evidenciando vulnerabilidade hídrica compatível com a região semiárida baiana. Esse cenário reforça a urgência de investimentos articulados em abastecimento de água, gestão de resíduos e mitigação de emissões, já que a fragilidade sanitária e a exposição a eventos extremos se retroalimentam e ampliam os riscos socioambientais do município.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
57.7%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
23.5%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
50.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
40.4%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
536.941 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
9.217 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
31.659 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
13
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
