UbáMG
107.222 habitantes · IBGE 3169901
Resumo socioambiental
Ubá apresenta quadro de saneamento com sinais de deterioração relativa, apesar de indicadores absolutos ainda razoáveis em alguns pontos. A cobertura de água atingiu 91,8% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e da média mineira (84,3%), mas essa recuperação recente não anula a queda acumulada desde 2008 (-2,2 pontos percentuais no período, com forte perda entre 2014 e 2021). Mais preocupante é a perda de água na distribuição, que saltou para 45,7% em 2022 (+45,5% desde 2008), superando tanto a mediana nacional (29,9%) quanto a média estadual (35,0%) — o município está no percentil 79, ou seja, entre os piores do país nesse quesito, indicando ineficiência operacional crescente no sistema de abastecimento.
O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do dossiê. A coleta de esgoto caiu para 76,1% em 2021, uma queda expressiva de -23,7% frente aos patamares próximos de 100% observados entre 2010 e 2017, ficando abaixo tanto da mediana nacional (87,8%) quanto da média de Minas Gerais (85,0%). Mais grave ainda: o tratamento de esgoto é 0,0% em toda a série histórica (2010-2022), enquanto a mediana nacional está em 37,7% e a estadual em 44,5%. Isso significa que todo o esgoto coletado no município é lançado sem tratamento, configurando um passivo ambiental significativo mesmo com boa cobertura de coleta domiciliar.
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 353.660 tCO₂e em 2024, com alta de 23,9% desde 2010, posicionando Ubá no percentil 73 nacional. Chama atenção a relação entre o setor de resíduos e o saneamento deficiente: as emissões de resíduos cresceram 50,6% no período, atingindo 55.504 tCO₂e em 2024 — muito acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), colocando o município no percentil 94, entre os piores do Brasil nesse indicador. Essa combinação de ausência de tratamento de esgoto e alta geração de emissões por resíduos sugere que a gestão de resíduos sólidos e líquidos é o principal gargalo ambiental do município, exigindo investimento prioritário.
Por outro lado, os indicadores de destinação inadequada de domicílios (1,6% em 2022, percentil 9 — um dos melhores do país) e a matriz energética com pequena participação de biomassa (204 kW, estável desde 2010) mostram um cenário misto: há controle relativo na destinação final de resíduos domiciliares, mas o sistema de esgotamento sanitário e a eficiência hídrica demandam atenção urgente dos gestores, especialmente diante da tendência de piora acumulada na última década.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
88.1%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
82.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
38.5%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
72.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
1.6%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
2
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
204 kW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
353.660 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
55.504 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
212.714 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
