UbajaraCE

34.312 habitantes · IBGE 2313609

IA

Resumo socioambiental

Ubajara/CE apresenta quadro socioambiental misto, com avanços recentes no saneamento básico mas desafios estruturais persistentes. A cobertura de água saltou de 35,9% (2021) para 61,1% em 2022, alta de 72,2% no período, embora ainda fique abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (69,9%), posicionando o município no percentil 31 do país. A perda de água, de 32,7% em 2022, é superior à mediana nacional (29,9%), mas inferior à média cearense (38,5%), sinalizando ineficiência operacional moderada que compromete parte do ganho de cobertura recém-conquistado.

O saneamento de esgoto e resíduos sólidos revela fragilidade mais acentuada. A coleta domiciliar de resíduos caiu de 59,5% (2010) para 52,7% (2022), retração de 11,5%, distante da mediana nacional (76,9%) e do percentil estadual (77,1%), colocando Ubajara no percentil 17 — entre os piores do país nesse quesito. Por outro lado, o destino inadequado de resíduos recuou expressivamente, de 40,5% para 12,3% no mesmo período (-69,5%), ficando ligeiramente abaixo da mediana nacional (14,9%). Essa aparente contradição — menos coleta, mas menos destino inadequado — sugere mudança na forma de disposição domiciliar, não necessariamente acompanhada de estrutura pública de coleta.

No eixo climático, as emissões totais de GEE cresceram de 86.267 tCO₂e (2010) para 224.023 tCO₂e em 2024 (+159,7%), superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e situando o município no percentil 63. As emissões de resíduos, de 16.423 tCO₂e (+66,2% desde 2010), estão bem acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 79 — coerente com a baixa cobertura de coleta e reforçando a hipótese de manejo inadequado de resíduos sólidos como driver de emissões. As emissões de energia também cresceram (+9,3% em 2024, para 36.869 tCO₂e), acima da mediana nacional, ainda que o município conte com 111 MW de potência eólica instalada desde 2018, sem expansão recente.

Eventos hidroclimáticos registrados em 2016 indicam vulnerabilidade relevante: 2 registros de cheia (percentil 87) e 9 de seca (percentil 85), ambos muito acima da mediana nacional (zero). Esse histórico, combinado à baixa cobertura de saneamento e ao crescimento das emissões, aponta para a necessidade de investimentos coordenados em infraestrutura de água e resíduos, com potencial de reduzir simultaneamente riscos sanitários, climáticos e de exposição a eventos extremos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

58.2%

2024

29
63.9% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

39.2%

2024

30
32.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

52.7%

2022

17
11.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

12.3%

2022

55
69.5% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

111 MW

Eólica

Potência eólica

ANEEL (SIGA)

111 MW

2024

47
96.4% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

224.023 tCO₂e

2024

37
159.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

16.423 tCO₂e

2024

21
66.2% no período

Emissões de energia

SEEG

36.869 tCO₂e

2024

37
9.3% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

9

2016

15
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.