UberlândiaMG
754.954 habitantes · IBGE 3170206
Resumo socioambiental
Uberlândia apresenta indicadores de saneamento consistentemente superiores às referências nacionais. A cobertura de água atingiu 98,0% em 2024, bem acima da mediana nacional (73,2%) e da média mineira (83,3%), posicionando o município no percentil 91. A coleta de esgoto chegou a 97,0% (percentil 93) e o tratamento a 80,5% (percentil 86), ambos muito acima das medianas nacionais de 59,9% e 33,3%, respectivamente — resultado coerente com a presença de 5 ETEs no município (2020), número muito superior à mediana nacional de 1 unidade. A perda de água, por sua vez, caiu de 29,4% em 2010 para 21,6% em 2024 (redução de 26,3%), ficando abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (35,8%), embora ainda no percentil 29, indicando espaço para ganhos de eficiência operacional. No campo de resíduos sólidos, o destino inadequado é marginal (0,4% em 2022, percentil 3), e há 7 unidades de destinação registradas em 2025, também acima da mediana nacional.
Por outro lado, o perfil de emissões de GEE revela um desafio estrutural. O município emitiu 3.734.988 tCO₂e em 2024, no percentil 98 nacional, com queda de 6,9% frente a 2023, mas ainda distante do pico histórico de 2013 (4,32 milhões tCO₂e). As emissões de energia somaram 2.328.222 tCO₂e (percentil 99, alta de 6,3% no ano), refletindo o peso da matriz elétrica local, que combina 459 MW de potência hidráulica (percentil 94) e 58 MW de biomassa (percentil 86), mas apenas 655 kW de potência solar, estagnados desde 2016 e no percentil 43 — um contraste que sugere baixa diversificação em fontes renováveis distribuídas.
As emissões de resíduos, de 261.173 tCO₂e em 2024 (percentil 99), chamam atenção por não acompanharem a boa cobertura de coleta e tratamento de esgoto: mesmo com infraestrutura sanitária robusta, o setor de resíduos segue como fonte relevante de emissões, tendo inclusive voltado a crescer após a queda atípica de 2020 (72.856 tCO₂e), o que indica necessidade de políticas específicas de gestão de resíduos sólidos e aproveitamento energético de metano.
Em síntese, Uberlândia combina excelência em saneamento básico — água, esgoto e destinação de resíduos domiciliares muito acima dos padrões nacionais — com um perfil de emissões elevado e concentrado nos setores de energia e resíduos, sem registros de eventos extremos de cheia ou seca na série disponível (2016). O desafio para a gestão está em traduzir a infraestrutura sanitária consolidada em reduções efetivas de emissões, especialmente via diversificação da matriz energética e captura de gases em aterros e ETEs.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
98.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
97.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
80.5%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
5
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
21.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
89.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
0.4%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
7
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
518 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
655 kW
2024
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
459 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
655 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
3.734.988 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
261.173 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
2.328.222 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
