UibaíBA

13.880 habitantes · IBGE 2932408

IA

Resumo socioambiental

Uibaí apresenta cobertura de água de 94,8% em 2022, patamar bem acima da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (80,7%), posicionando o município no percentil 78 do país. Contudo, essa cobertura vem se deteriorando desde 2019, quando o município mantinha 100% de atendimento por uma década consecutiva (2010-2019). O indicador de perda de água ajuda a explicar parte dessa fragilidade: 33,5% em 2022, valor 64,8% maior que em 2008 e já superior à mediana nacional (29,9%), embora ainda abaixo da média baiana (35,0%). Essa combinação sugere problemas de gestão e manutenção da infraestrutura hídrica, que comprometem a eficiência do sistema mesmo com boa cobertura formal.

Na área de saneamento e resíduos sólidos, o município tem desempenho destacado: 97,0% dos domicílios com coleta de lixo em 2022 (percentil 96 nacional) e apenas 2,8% com destino inadequado, ante mediana nacional de 14,9% e estadual de 17,1%. Essa eficiência na coleta, entretanto, não se reflete nas emissões de resíduos, que somaram 6.898 tCO₂e em 2024 — alta de 62,5% desde 2010 e acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 54. Isso indica que o volume de resíduos gerados e tratados vem crescendo de forma consistente, e que a boa cobertura de coleta não elimina a necessidade de ações voltadas à redução ou valorização energética dos resíduos.

Em emissões totais de GEE, Uibaí soma 18.108 tCO₂e em 2024, valor muito abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando o município no percentil 7 — entre os mais baixos emissores do país. Vale notar a forte oscilação da série, com pico de 35.145 tCO₂e em 2023 e queda expressiva no ano seguinte, sugerindo variabilidade em fontes não recorrentes. As emissões de energia (8.818 tCO₂e em 2024) também estão abaixo da mediana nacional, e essa trajetória é coerente com a expansão robusta da potência eólica instalada no município, que saltou de 17 MW em 2022 para 222 MW em 2024 — crescimento de 1.200% e percentil 71 nacional, indicando uma matriz energética local em transição favorável.

Por fim, os dados hidrológicos de 2016 mostram ausência de registros de cheia, mas presença de eventos de seca (7 registros, percentil 81 estadual), o que reforça a vulnerabilidade climática da região a estiagens, tema relevante para o planejamento de recursos hídricos diante das perdas crescentes no sistema de abastecimento.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

99.7%

2024

95
0.3% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

35.0%

2024

37
67.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

97.0%

2022

96
6.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

2.8%

2022

85
70.1% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

222 MW

Eólica

Potência eólica

ANEEL (SIGA)

222 MW

2024

71
1200.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

18.108 tCO₂e

2024

93
26.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.898 tCO₂e

2024

46
62.5% no período

Emissões de energia

SEEG

8.818 tCO₂e

2024

67
39.8% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

7

2016

19
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.