UnaíMG

90.724 habitantes · IBGE 3170404

IA

Resumo socioambiental

Unaí apresenta saneamento básico em patamar intermediário, com sinais de estagnação e retrocesso pontual. A cobertura de água atingiu 84,1% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e próxima da média mineira (84,3%), mas ainda 13,1% abaixo do pico histórico de 2008 (96,8%). A coleta de esgoto chegou a 90,1% em 2021 (percentil 52 nacional), enquanto o tratamento, embora superior à mediana do país (59,7% ante 37,7%), acumula queda de 30,9% desde 2008 e oscila abaixo de 60% há mais de uma década — o município conta com apenas 1 ETE (2020), mesma mediana nacional, mas muito distante das 399 unidades da média mineira. A perda de água na distribuição, de 27,4% em 2022, é inferior à mediana nacional (29,9%) e à média estadual (35,0%), indicando gestão operacional relativamente eficiente, ainda que com variação errática ao longo da série.

No eixo de resíduos sólidos, 83,7% dos domicílios têm coleta (2022), acima da mediana nacional (76,9%), e o destino inadequado caiu para 13,5%, redução de 27,6% desde 2010, ficando próximo da mediana do país (14,9%), mas ainda distante do padrão mineiro (7,4%). Essa melhora contrasta, porém, com o crescimento das emissões de resíduos, que somaram 58.116 tCO₂e em 2024 (alta de 15,7% desde 2010), posicionando o município no percentil 95 nacional — um indício de que a gestão de disposição final ainda gera pressão climática relevante apesar do avanço na cobertura de coleta.

O quadro de emissões totais é o ponto mais crítico do dossiê: 2.634.979 tCO₂e em 2024, alta de 21,5% em relação a 2010, colocando Unaí no percentil 96 nacional, muito acima da mediana do país (138.513 tCO₂e). O setor de energia é o que mais cresce proporcionalmente (+37,7% desde 2010, chegando a 594.212 tCO₂e), reflexo do salto na potência hidráulica instalada, que passou de patamares residuais para 26 MW já em 2012 e se mantém estável desde então. Essa expansão energética, somada às emissões de resíduos, exige atenção conjunta dos gestores, especialmente diante de uma segurança hídrica projetada em 3,000 para 2035, abaixo da mediana nacional e estadual (4,000 e 3,694), o que reforça a necessidade de investimentos articulados em tratamento de esgoto, eficiência hídrica e mitigação de emissões para equilibrar o desenvolvimento econômico do município com sua sustentabilidade ambiental.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

87.2%

2024

73
6.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

72.0%

2024

61
18.9% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

61.0%

2024

69
11.1% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

28.1%

2024

52
16.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

83.7%

2022

64
2.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

13.5%

2022

53
27.6% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2025

69
0.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

92 MW

HidráulicaBiomassa

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

91 MW

2024

83
72.4% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

2.634.979 tCO₂e

2024

4
21.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

58.116 tCO₂e

2024

6
15.7% no período

Emissões de energia

SEEG

594.212 tCO₂e

2024

3
37.7% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.