União do OesteSC
2.801 habitantes · IBGE 4218855
Resumo socioambiental
União do Oeste apresenta um quadro de saneamento básico frágil e em deterioração recente. A cobertura de água chegou a 73,7% em 2021, mas recuou para 54,8% em 2024, abaixo da mediana nacional (73,2%) e muito distante do patamar catarinense (86,8%), posicionando o município no percentil 26 do país. Esse recuo é acompanhado por perda de água elevada, de 36,1% em 2024, superior tanto à mediana nacional (29,1%) quanto à média estadual (32,3%), e com salto de +80,2% desde 2011 — indicando ineficiência crescente na gestão da rede e possível relação com a queda na cobertura efetiva do serviço.
O manejo de resíduos sólidos é o ponto mais crítico do diagnóstico. Apenas 24,7% dos domicílios tinham coleta de lixo em 2022 (percentil 2 nacional), enquanto 45,8% dos domicílios tinham destino inadequado de resíduos, quase o triplo da mediana do país (14,9%) e muito acima do patamar catarinense (3,2%, percentil 90 invertido). Esse cenário é coerente com o crescimento de +48,5% nas emissões de resíduos entre 2010 e 2024 (chegando a 2.615 tCO₂e), sugerindo que a falta de coleta formal está associada ao aumento de emissões por decomposição inadequada, mesmo com o volume ainda abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).
Em contrapartida, o balanço de emissões totais de GEE é relativamente favorável: 55.978 tCO₂e em 2024, abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), com queda de -24,3% na série, puxada também pela redução nas emissões de energia (-8,1%, para 3.920 tCO₂e, percentil 16). O investimento público per capita mostra estabilidade, com R$ 3,2 milhões em 2026, próximo da mediana nacional e sem variação no período, o que não acompanha a urgência dos problemas de saneamento identificados. Os registros de eventos hidrológicos (2 cheias e 5 secas em 2016) reforçam a vulnerabilidade climática do município, ambos acima da mediana nacional, o que amplia os riscos associados à fragilidade da infraestrutura de água e esgoto.
Em síntese, o município enfrenta um desafio estrutural de saneamento — especialmente na coleta e destinação de resíduos — que não tem sido acompanhado por aumento proporcional de investimento, mesmo diante de ganhos ambientais pontuais em emissões energéticas e totais de GEE.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
54.8%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
36.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
24.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
45.8%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
55.978 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.615 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
3.920 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
5
2016
Investimento
Investimento público
PNCP
R$ 3.2 mi
2026
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
