União dos PalmaresAL

60.874 habitantes · IBGE 2709301

IA

Resumo socioambiental

União dos Palmares apresenta saneamento básico relativamente avançado frente ao padrão nacional, mas com sinais de fragilidade operacional na infraestrutura hídrica. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (76,9%), colocando o município no percentil 100. A coleta de esgoto chegou a 90,0% em 2021, também superior à mediana do país (87,8%) e muito acima do desempenho médio de Alagoas (30,1%), enquanto o tratamento de esgoto evoluiu de forma expressiva, saltando de 23,3% em 2014 para 62,9% em 2022 (variação de +170,1%), superando a mediana nacional (37,7%) e o percentil 65. Essa evolução é positiva, mas chama atenção o fato de o município operar com apenas 1 ETE, no limite da mediana nacional, sugerindo que o ganho de tratamento pode estar próximo do teto de capacidade instalada.

Por outro lado, a perda de água na distribuição é um ponto crítico: o índice chegou a 54,6% em 2022, muito acima da mediana nacional (29,9%) e da média estadual (43,9%), posicionando o município no percentil 88 (entre os piores do país). A série histórica mostra oscilação intensa, com quedas abruptas em 2011 e 2013 seguidas de forte recuperação das perdas a partir de 2014, indicando possível instabilidade na medição ou na gestão operacional da rede. Essa ineficiência contrasta com o avanço da cobertura e do tratamento, sugerindo que os investimentos em ampliação de acesso não foram acompanhados de manutenção adequada da infraestrutura existente.

Do lado dos resíduos sólidos domiciliares, houve melhora: a coleta de domicílios subiu para 84,7% em 2022 (percentil 66), e o destino inadequado caiu para 13,3%, uma redução de 34,8% desde 2010, ficando próximo da mediana nacional (14,9%) e do valor estadual (13,0%). Entretanto, essa melhora não se refletiu nas emissões: as emissões de resíduos aumentaram 39,1% desde 2010, atingindo 36.510 tCO₂e em 2024, valor muito acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 91 — um dos indicadores mais críticos do dossiê, indicando que a gestão de resíduos, apesar de mais abrangente em cobertura, ainda gera impacto climático desproporcional.

As emissões totais de GEE somaram 187.990 tCO₂e em 2024, com alta de 19,1% desde 2010, acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 59. As emissões de energia cresceram ainda mais (+46,5%, para 64.635 tCO₂e, percentil 74), sem avanço na matriz renovável local, já que a potência de biomassa permanece estagnada em 5 MW desde 2010. Os registros de eventos extremos (1 cheia e 1 seca em 2016) são pontuais, mas reforçam a necessidade de monitoramento contínuo diante do quadro combinado de altas perdas hídricas e pressão crescente de emissões.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

100.0%

2022

100
37.5% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

90.0%

2021

52
17.7% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

62.9%

2022

65
170.1% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

54.6%

2022

12
45.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

84.7%

2022

66
6.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

13.3%

2022

53
34.8% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

5 MW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

187.990 tCO₂e

2024

41
19.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

36.510 tCO₂e

2024

9
39.1% no período

Emissões de energia

SEEG

64.635 tCO₂e

2024

26
46.5% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.