União PaulistaSP
1.628 habitantes · IBGE 3555703
Resumo socioambiental
União Paulista/SP apresenta em 2024 um saneamento básico consolidado e acima da média nacional. A cobertura de água atingiu 95,3%, com forte recuperação frente aos anos anteriores (variação de +7,3% na série e salto expressivo desde 87,2% em 2023), superando a mediana nacional de 73,2% e ficando próxima do desempenho da UF (96,6%), o que posiciona o município no percentil 86. A perda de água, indicador em que menor é melhor, está em 10,8%, bem abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (28,2%), refletindo boa gestão operacional da rede.
O esgotamento sanitário também é destaque positivo, ainda que com trajetória de queda recente. A coleta de esgoto caiu de patamares próximos a 100% ao longo da década para 85,3% em 2024, uma retração de -14,7% em relação ao início da série, mas ainda assim superior à mediana nacional (59,9%). Já o tratamento de esgoto, com 98,4%, mantém-se muito acima da mediana nacional (33,3%) e da própria UF (66,6%), colocando o município no percentil 98 — um resultado excepcional, mesmo contando com apenas 1 ETE registrada (2020). Essa combinação de alta cobertura de tratamento com queda na coleta sugere atenção à manutenção da rede coletora, para que os ganhos em qualidade não sejam comprometidos por perda de abrangência.
No âmbito de resíduos sólidos, houve avanço na destinação domiciliar: o percentual de domicílios com destino inadequado caiu de 18,5% (2010) para 9,4% (2022), redução de -49,1%, ainda que acima da mediana nacional (14,9%) esteja favorável, o desempenho da UF (1,0%) mostra espaço para melhoria. Chama atenção o contraste entre essa evolução e o aumento das emissões de resíduos (GEE), que subiram de 811 para 1.055 tCO₂e entre 2010 e 2024 (+30,1%), indicando que a redução da destinação inadequada não necessariamente reduziu a geração de metano associada aos resíduos.
Em relação ao clima, o município mantém emissões totais de GEE relativamente baixas e em queda: 23.670 tCO₂e em 2024, uma redução de -31,6% desde 2010, situando-o no percentil 9 nacional (quanto menor, melhor a posição). As emissões de energia também caíram significativamente (-54,0%, para 495 tCO₂e), reforçando uma trajetória de descarbonização. Não há registros de eventos de cheia ou seca na série disponível (2016), sem indicativo de vulnerabilidade hídrica extrema. Em síntese, União Paulista exibe indicadores ambientais sólidos e emissões controladas, com o principal ponto de atenção sendo a queda na coleta de esgoto e o crescimento das emissões de resíduos, que merecem monitoramento para sustentar os ganhos já conquistados.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
95.3%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
85.3%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
98.4%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
10.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
87.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
9.4%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
23.670 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
1.055 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
495 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
