UniãoPI
47.707 habitantes · IBGE 2211100
Resumo socioambiental
União/PI apresenta em 2022 cobertura de água de apenas 39,2%, muito abaixo da mediana nacional de 76,5% e da média estadual de 73,0%, posicionando o município no percentil 11 — entre os piores do país neste quesito. Chama atenção a trajetória errática da série histórica, que chegou a atingir 54,7% em 2020 e recuou para 39,2% em 2022, sugerindo instabilidade operacional do sistema. Essa fragilidade é agravada pela perda de água de 45,0% (2022), acima da mediana nacional de 29,9%, embora próxima do patamar estadual de 46,4%, indicando que o desperdício na distribuição é um problema regional, não apenas local.
Em saneamento de esgoto, o município mostra desempenho misto. A coleta atingiu 87,7% em 2021, praticamente empatada com a mediana nacional (87,8%) e muito superior à média do Piauí (43,5%), colocando União no percentil 50. O destaque positivo é o tratamento de esgoto, que saltou de 53,5% em 2018 para 91,5% em 2022 — variação de +71,1% no período —, superando amplamente a mediana nacional (37,7%) e a estadual (25,7%), com percentil 85. Esse avanço, no entanto, contrasta com indicadores do Censo: apenas 48,3% dos domicílios têm coleta de esgoto (2022) e 49,6% ainda têm destino inadequado de dejetos, taxa muito acima da mediana nacional de 14,9%, revelando um descompasso entre a infraestrutura de tratamento existente e o acesso efetivo da população a ela.
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 362.933 tCO₂e em 2024, valor bem acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 74. As emissões de resíduos cresceram 63,5% desde 2010, atingindo 24.111 tCO₂e (percentil 86), evolução coerente com a baixa cobertura de coleta domiciliar e o alto índice de destinação inadequada, o que sugere manejo deficiente de resíduos sólidos como fonte relevante de emissões. As emissões de energia também cresceram fortemente (+83,5% desde 2010), atingindo 48.552 tCO₂e em 2024. Por outro lado, o município mantém capacidade estável de geração por biomassa (24 MW desde 2010), acima da mediana nacional, o que representa um ativo positivo para transição energética local.
Em síntese, União/PI combina infraestrutura de tratamento de esgoto relativamente avançada com deficiências estruturais graves em abastecimento de água, perdas na distribuição e destinação de resíduos, refletidas em emissões crescentes e índices socioambientais abaixo da média nacional. A prioridade de gestão deveria concentrar-se em reduzir perdas hídricas, ampliar a cobertura efetiva de coleta de esgoto aos domicílios e qualificar o manejo de resíduos sólidos, aproveitando o avanço já obtido no tratamento como base para universalizar o acesso.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
41.7%
2023
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
37.4%
2023
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
92.8%
2023
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
47.7%
2023
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
48.3%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
49.6%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
24 MW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
362.933 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
24.111 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
48.552 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
4
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
