UruaçuGO

44.150 habitantes · IBGE 5221601

IA

Resumo socioambiental

Uruaçu apresenta saneamento básico em estágio avançado quando comparado ao restante do país, embora com pontos de atenção específicos. A cobertura de água atingiu 89,7% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e próxima à média estadual (89,1%), posicionando o município no percentil 70. Já a coleta de esgoto, com 72,3% em 2021, fica abaixo da mediana nacional (87,8%), embora supere a UF (74,3%), refletindo percentil 38 — um indicador de descompasso entre a expansão da água e a do esgotamento sanitário. Em contrapartida, o tratamento de esgoto se destaca positivamente: 70,2% em 2022 supera com folga tanto a mediana nacional (37,7%) quanto Goiás (66,0%), posicionando o município no percentil 69, o que indica que, apesar de menor cobertura de coleta, o esgoto coletado é tratado com eficiência acima da média.

A gestão de resíduos sólidos também mostra evolução: o destino inadequado de domicílios caiu de 10,5% (2010) para 7,8% (2022), redução de 25,7%, e está abaixo da mediana nacional (14,9%), embora ainda acima do padrão estadual (5,5%). A perda de água na distribuição, de 28,5% em 2022, recuou 30% desde 2008 e está muito próxima da mediana nacional (29,9%) e da UF (27,8%), sugerindo desempenho operacional dentro do esperado, mas com espaço para otimização frente aos melhores anos da série (25,3% em 2019).

O maior alerta do dossiê está nas emissões de gases de efeito estufa. O total de 1.096.011 tCO₂e em 2024 representa alta de 64,4% desde 2010 e coloca o município no percentil 91 nacional — muito acima da mediana (138.513 tCO₂e). O crescimento é puxado sobretudo pelas emissões de energia, que saltaram 85,3% no período (de 210.805 para 390.694 tCO₂e, percentil 95), e pelas emissões de resíduos, que cresceram 33% (para 22.152 tCO₂e, percentil 84) — este último dado coerente com a persistência de destinação inadequada em parcela dos domicílios, ainda que em queda. A estagnação da capacidade de geração por biomassa (5 MW desde 2013, no percentil 52) e a existência de apenas uma ETE e uma unidade de destinação de resíduos, sem expansão desde 2014/2020, sugerem que o parque de infraestrutura ambiental não acompanhou o crescimento das emissões.

Em síntese, Uruaçu combina indicadores de saneamento acima da média nacional, com destaque para tratamento de esgoto e redução de perdas e de destinação inadequada, mas enfrenta uma trajetória preocupante de emissões — especialmente de energia — que exige atenção prioritária da gestão pública, sob pena de comprometer os ganhos obtidos em outras dimensões socioambientais.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

87.8%

2024

73
6.7% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

66.5%

2024

56
88.1% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

71.2%

2024

77
84.8% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

26.3%

2024

57
28.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

90.9%

2022

80
1.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

7.8%

2022

67
25.7% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2024

0.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

5 MW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

1.096.011 tCO₂e

2024

9
64.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

22.152 tCO₂e

2024

16
33.0% no período

Emissões de energia

SEEG

390.694 tCO₂e

2024

5
85.3% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.