UrucâniaMG

10.875 habitantes · IBGE 3170503

IA

Resumo socioambiental

Urucânia/MG apresenta um quadro socioambiental com avanços pontuais em saneamento básico e desafios estruturais em tratamento de esgoto e abastecimento de água. A coleta de esgoto atinge 100,0% dos domicílios (2021), superando com folga a mediana nacional de 87,8% e a média mineira de 85,0%, colocando o município no percentil 100. Entretanto, esse esgoto coletado praticamente não é tratado: apenas 2,5% (2022) passa por tratamento, muito abaixo da mediana nacional (37,7%) e mineira (44,5%), percentil 28. Essa lacuna evidencia um gargalo crítico — o município coleta quase todo o esgoto, mas o despeja sem tratamento adequado, provavelmente pela limitação operacional de sua única ETE (2020).

A cobertura de água tratada também regrediu, caindo para 68,3% em 2022, uma queda de -11,9% e bem abaixo da série histórica (77,5% em 2008), situando o município no percentil 40 nacional. Por outro lado, a perda de água no sistema de distribuição vem melhorando: caiu para 23,7% em 2022, redução de -34,8% frente aos anos anteriores, ficando abaixo da mediana nacional (29,9%) e mineira (35,0%). Esse ganho de eficiência na distribuição contrasta com a queda na cobertura, sugerindo possível redução de investimentos em expansão da rede em favor de manutenção, ou perda de usuários atendidos.

No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 135.143 tCO₂e em 2024, com alta de +16,8% no último ano, mas ainder assim próximas da mediana nacional (138.513 tCO₂e), percentil 49. As emissões de resíduos, contudo, chamam atenção: 11.835 tCO₂e (2024), variação de +25,2%, praticamente o dobro da mediana nacional (5.787 tCO₂e), percentil 72 — indicador coerente com a baixa cobertura de tratamento de esgoto e o problema de destinação inadequada de domicílios, ainda em 9,2% (2022), acima da mediana nacional (14,9% é maior, portanto Urucânia está melhor que a mediana, mas pior que a UF, 7,4%).

Por fim, o investimento público registrado via PNCP foi de apenas R$ 203.067 em 2026, muito aquém da mediana nacional (R$ 3,1 milhões) e da média mineira (R$ 67,7 milhões), posicionando o município no percentil 18 — nível de investimento incompatível com os desafios de tratamento de esgoto e recuperação da cobertura de água. A segurança hídrica projetada (índice 3,000 para 2035) fica abaixo da mediana nacional e mineira (ambas acima de 3,6), reforçando a necessidade de investimentos coordenados em infraestrutura hídrica e de saneamento para reverter as tendências negativas identificadas.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

65.2%

2024

39
15.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

82.4%

2024

72
17.6% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24
100.0% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

19.7%

2024

76
31.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

78.0%

2022

52
2.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

9.2%

2022

63
61.5% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

4 MW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

135.143 tCO₂e

2024

51
16.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

11.835 tCO₂e

2024

29
25.2% no período

Emissões de energia

SEEG

14.965 tCO₂e

2024

55
13.4% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Investimento

Investimento público

PNCP

R$ 203 mil

2026

0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.