UruocaCE

14.243 habitantes · IBGE 2313906

IA

Resumo socioambiental

Uruoca/CE apresenta um quadro de saneamento básico frágil e heterogêneo. A cobertura de água teve salto expressivo em 2022, atingindo 75,8% — próxima da mediana nacional (76,5%) e acima da média cearense (69,9%), após mais de uma década estagnada na faixa de 27% a 40%. Esse avanço contrasta fortemente com o esgotamento sanitário: a coleta de esgoto está em apenas 14,0% (2021), muito abaixo da mediana nacional (87,8%) e mesmo da UF (40,3%), posicionando o município no percentil 9 do país. O tratamento de esgoto, de 9,3% (2022), recuou de forma abrupta em relação aos anos anteriores (que chegavam a superar 20%), ficando bem aquém da mediana nacional (37,7%) e da UF (35,3%) — o município opera com apenas 1 ETE, mesmo número da mediana nacional, mas insuficiente frente ao porte da UF (260 unidades).

O manejo de resíduos sólidos é o ponto mais crítico do dossiê. Os domicílios com coleta de lixo caíram de 54,4% em 2010 para 22,4% em 2022 — retrocesso severo que coloca Uruoca no percentil 2 nacional, muito distante da mediana (76,9%) e da própria UF (77,1%). Coerentemente, o destino inadequado de resíduos atinge 35,0% dos domicílios, mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e da UF (14,6%), no percentil 80 (pior situação relativa). Essa deterioração na gestão de resíduos se reflete diretamente nas emissões: as emissões de resíduos cresceram 63,1% entre 2010 e 2024, chegando a 7.876 tCO₂e, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), evidenciando a relação entre baixa cobertura de coleta, destinação inadequada e geração de gases de efeito estufa.

No balanço energético-climático, as emissões totais de GEE somaram 74.848 tCO₂e em 2024, abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), com queda de 18% frente ao pico de 2018. As emissões de energia, no entanto, triplicaram desde 2010 (+203,2%), atingindo 13.397 tCO₂e, ainda inferiores à mediana nacional (18.929 tCO₂e). Um ponto de atenção adicional é a exposição a eventos hidroclimáticos extremos: em 2016 o município registrou 2 ocorrências de cheia e 16 de seca, valores que o posicionam nos percentis 87 e 96 nacionais, respectivamente — indicando vulnerabilidade climática relevante que reforça a urgência de investimentos em infraestrutura de saneamento e resiliência hídrica.

Em síntese, Uruoca avançou notavelmente no abastecimento de água, mas retrocedeu de forma preocupante na coleta de resíduos sólidos e mantém desempenho crítico em esgotamento sanitário, com reflexos diretos no aumento das emissões de resíduos e na exposição a extremos climáticos. A perda de água, de 17,0% em 2022 (percentil 17, melhor que a mediana nacional de 29,9%), é um dos poucos indicadores em que o município supera o cenário nacional, sugerindo eficiência operacional p

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

65.1%

2024

39
111.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

8.7%

2024

7
210.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

12.9%

2024

36
61.2% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

22.7%

2024

68
3.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

22.4%

2022

2
58.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

35.0%

2022

20
23.3% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

74.848 tCO₂e

2024

68
38.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

7.876 tCO₂e

2024

41
63.1% no período

Emissões de energia

SEEG

13.397 tCO₂e

2024

57
203.2% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

16

2016

4
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.