UrupemaSC

2.735 habitantes · IBGE 4218954

IA

Resumo socioambiental

Urupema/SC apresenta em 2024 cobertura de água de 62,0%, valor abaixo da mediana nacional (73,2%) e bem inferior à média catarinense (86,8%), posicionando o município no percentil 35 do país. Chama atenção a queda recente desse indicador, que chegara a 78,3% em 2021 e recuou para 62,0% em 2024 — uma reversão de trajetória após mais de uma década de expansão contínua desde 2010 (50,9%). A perda de água na distribuição, de 24,8% em 2024, é ligeiramente melhor que a mediana nacional (29,1%) e que a UF (32,3%), mas também mostra oscilação relevante ao longo da série, com pico de 47,6% em 2017 e mínimo de 10,6% em 2012, sugerindo instabilidade operacional no sistema de abastecimento mais do que uma tendência estrutural de melhora.

No saneamento domiciliar, o quadro é misto. A cobertura de coleta de resíduos caiu de 91,9% (2010) para 70,3% (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e distante da UF (89,7%), no percentil 39 — uma regressão expressiva de 23,6% que merece atenção da gestão local. Em contrapartida, o destino inadequado de resíduos domiciliares é baixo, 2,9% em 2022, próximo do valor catarinense (3,2%) e muito melhor que a mediana nacional (14,9%), colocando o município no percentil 16 (favorável). Essa combinação — queda na cobertura de coleta com baixo destino inadequado — indica que, apesar da redução no alcance do serviço, os domicílios não atendidos pela coleta formal não estão necessariamente recorrendo a destinações inadequadas, o que é coerente com o pequeno porte populacional (~2.735 habitantes) e possíveis soluções alternativas domiciliares.

Do ponto de vista climático, o município mostra trajetória positiva. As emissões totais de GEE caíram de 88.402 tCO₂e (2010) para 57.244 tCO₂e (2024), uma redução de 35,2%, valor abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e no percentil 25. As emissões de resíduos, especificamente, recuaram 63,2% desde 2010, para 1.628 tCO₂e, bem abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e) — queda coerente com a redução de geração de resíduos ou mudanças no tratamento, e que ajuda a explicar o bom desempenho no indicador de destino inadequado. Já as emissões de energia cresceram 11,6% no período, para 3.465 tCO₂e, ainda assim muito abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), indicando pressão crescente porém contida nesse setor.

Quanto a eventos hidrológicos extremos, os dados disponíveis (2016) registram ausência de cheias (0 registros, igual à mediana nacional) e 3 registros de seca observada, acima da mediana nacional (0) e no percentil 68 da UF, sinalizando maior propensão a eventos de estiagem do que a inundações. Combinando esse histórico com a queda recente na cobertura de água e a instabilidade nas perdas do sistema, recomenda-se que a gestão municipal priorize investimentos na estabilização e ampliação da rede de abastecimento e na recuperação da cob

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

62.0%

2024

35
21.9% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

24.8%

2024

62
28.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

70.3%

2022

39
23.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

2.9%

2022

84
63.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

57.244 tCO₂e

2024

75
35.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.628 tCO₂e

2024

93
63.2% no período

Emissões de energia

SEEG

3.465 tCO₂e

2024

86
11.6% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

3

2016

32
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.