UrussangaSC

21.395 habitantes · IBGE 4219002

IA

Resumo socioambiental

Urussanga apresenta um quadro socioambiental heterogêneo, com desempenho sólido em abastecimento de água, mas fragilidades estruturais no saneamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 91,8% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e da média catarinense (90,1%), posicionando o município no percentil 73. As perdas de água são praticamente nulas (0,0% em 2022), um resultado excepcional frente à mediana nacional de 29,9% e à média estadual de 34,6%, colocando o município no percentil 1 (melhor desempenho possível nesse indicador). Já a coleta de esgoto estagnou em 26,8% (2021), bem abaixo da mediana nacional (87,8%) e mesmo da média de SC (43,6%), refletindo no baixo percentil 15. O tratamento de esgoto, embora tenha avançado significativamente desde 2010, também está aquém do esperado, com 26,5% em 2022 contra mediana nacional de 37,7% e estadual de 39,7%.

Essa lacuna em esgotamento sanitário provavelmente contribui para o padrão observado nas emissões de resíduos, que cresceram 26,3% entre 2010 e 2024, atingindo 8.639 tCO₂e — acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e), no percentil 63. Por outro lado, as emissões totais de GEE do município caíram 8,0% no último ano, fechando 2024 em 118.819 tCO₂e, próximo à mediana nacional (138.513 tCO₂e). As emissões de energia, entretanto, aumentaram 16,0% no período recente, alcançando 40.506 tCO₂e, valor superior à mediana nacional (18.929 tCO₂e), indicando que o setor energético é hoje o principal vetor de emissões locais, mais até que resíduos.

Do ponto de vista de infraestrutura de disposição de resíduos sólidos, o município conta com apenas 1 unidade de destinação registrada (2012), compatível com a mediana nacional, mas distante da média estadual (58 unidades), sugerindo dependência de estruturas regionais ou risco de gargalos futuros. Os domicílios com destino inadequado de resíduos caíram para 3,4% em 2022, aproximando-se do desempenho médio de Santa Catarina (3,2%) e superando amplamente a mediana nacional (14,9%).

Em recursos hídricos, o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional e estadual (4,000 e 3,702, respectivamente), o que acende um alerta preventivo, especialmente considerando o histórico de registros de cheia (3 ocorrências em 2016, percentil 93 nacional), indicador de vulnerabilidade a eventos extremos. Em síntese, Urussanga combina uma gestão eficiente de perdas e abastecimento de água com déficits relevantes em coleta e tratamento de esgoto, cujo reflexo aparece no crescimento das emissões de resíduos — um ponto que demanda investimento prioritário para equilibrar o desempenho ambiental do município nos próximos anos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

81.4%

2024

62
4.4% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

22.1%

2024

17
9.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

18.4%

2024

40
1271.6% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

33.4%

2024

40
2248.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

90.5%

2022

79
3.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

3.4%

2022

82
42.7% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2012

0.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

7 MW

HidráulicaBiomassa

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

3 MW

2024

33
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

118.819 tCO₂e

2024

54
8.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

8.639 tCO₂e

2024

38
26.3% no período

Emissões de energia

SEEG

40.506 tCO₂e

2024

35
16.0% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.