UtingaBA

16.691 habitantes · IBGE 2932804

IA

Resumo socioambiental

Utinga/BA apresenta em 2024 cobertura de água de 72,9%, praticamente empatada com a mediana nacional (73,2%) mas bem abaixo da média estadual (83,0%), posicionando o município no percentil 50. O indicador vem oscilando desde 2010, quando chegava a 76,6%, sem tendência clara de melhora, e caiu 4,8% apenas no último ano registrado. Já a perda de água na distribuição está em 6,9% (2024), valor muito inferior à mediana nacional (29,1%) e à UF (34,5%), colocando Utinga entre os melhores desempenhos do país nesse quesito (percentil 3) — apesar da alta de 40,2% em relação ao ano anterior, o patamar segue baixo em termos absolutos e reflete uma rede relativamente eficiente frente ao cenário nacional.

No saneamento básico, a coleta de resíduos domiciliares atinge 74,6% (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) mas acima da média baiana (69,0%), com percentil 46. O destino inadequado de resíduos caiu significativamente desde 2010 (de 23,3% para 15,0% em 2022, redução de 35,5%), ficando praticamente no mesmo nível da mediana nacional (14,9%) e melhor que a UF (17,1%). Essa melhora na destinação de resíduos, contudo, não se traduziu em redução das emissões de GEE do setor: as emissões de resíduos somaram 7.509 tCO₂e em 2024, alta de 18,6% no ano e acima tanto da mediana nacional (6.191 tCO₂e) quanto do percentil 57, sugerindo que o avanço na coleta e destinação ainda convive com processos de decomposição e disposição que geram emissões crescentes.

O balanço de emissões totais de GEE do município chegou a 170.748 tCO₂e em 2024 (percentil 56, acima da mediana nacional de 138.513 tCO₂e), com aumento de 14,4% no último período, revertendo uma trajetória de queda observada entre 2019 e 2022. As emissões de energia somaram 16.739 tCO₂e, abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), mas com crescimento acumulado de 27,3% desde 2010, indicando pressão crescente do setor energético no balanço local.

Quanto a eventos hidrológicos extremos, os dados de 2016 (ANA) registram ausência de cheias no município, alinhado à mediana nacional, mas a seca observada foi de 7 registros, valor discrepante frente à mediana nacional (0) e ao percentil 81, sinalizando maior vulnerabilidade histórica à escassez hídrica em comparação à maioria dos municípios brasileiros. Essa exposição à seca reforça a importância de monitorar a cobertura e as perdas de água de forma integrada, já que qualquer fragilidade na gestão hídrica tende a se agravar em contextos de estiagem recorrente.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

72.9%

2024

50
4.8% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

6.9%

2024

97
40.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

74.6%

2022

46
2.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

15.0%

2022

50
35.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

170.748 tCO₂e

2024

44
14.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

7.509 tCO₂e

2024

43
18.6% no período

Emissões de energia

SEEG

16.739 tCO₂e

2024

52
27.3% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

7

2016

19
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.