Vale do SolRS
10.080 habitantes · IBGE 4322533
Resumo socioambiental
Vale do Sol/RS apresenta em 2022 cobertura de água de 94,3%, patamar acima da mediana nacional (76,5%) e da própria média estadual (88,1%), posicionando o município no percentil 77 do país. Esse avanço é notável frente aos 60,2% registrados em 2008, com salto expressivo justamente no último ano da série (de 78,1% em 2021 para 94,3% em 2022). Contudo, esse ganho de cobertura convive com um problema estrutural grave: a perda de água atingiu 71,3% em 2022, mais que o dobro da mediana nacional (29,9%) e muito acima da UF (36,5%), colocando o município no percentil 97 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito. A trajetória de perdas é crescente desde 2010 (33,2%), sugerindo que a expansão da rede não veio acompanhada de investimento proporcional em manutenção e controle de vazamentos, o que compromete a eficiência do sistema mesmo com boa cobertura formal.
No saneamento, o quadro é predominantemente positivo: a coleta domiciliar de resíduos chegou a 89,9% em 2022 (vs. mediana nacional de 76,9% e UF de 82,7%, percentil 77), e o destino inadequado de domicílios caiu de 21,1% (2010) para 8,2% (2022) — redução de 60,9%. Ainda assim, o índice de destino inadequado permanece acima da UF (4,5%), indicando que, apesar da melhora expressiva, o Rio Grande do Sul como um todo avança mais rapidamente nesse indicador.
Em emissões de GEE, o município mostra forte redução: de 361.767 tCO₂e em 2010 para 62.341 tCO₂e em 2024 (-82,8%), ficando abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e no percentil 27, refletindo bom desempenho relativo. As emissões de energia também recuaram (-49,6%, para 15.237 tCO₂e), abaixo da mediana nacional. Já as emissões de resíduos cresceram 37,1% no período, atingindo 5.885 tCO₂e em 2024, embora ainda levemente abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e) — esse aumento é coerente com a maior cobertura de coleta domiciliar, que amplia o volume de resíduos processados e sua respectiva pegada de carbono.
Por fim, os registros de eventos extremos em 2016 (4 cheias e 4 secas) posicionam o município em percentis altos (96 e 72, respectivamente) frente à mediana nacional nula, sinalizando exposição a riscos hidroclimáticos que reforçam a urgência de reduzir as perdas de água na rede, tanto por eficiência operacional quanto por resiliência frente a estiagens.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
83.8%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
64.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
89.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
8.2%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
62.341 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
5.885 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
15.237 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
4
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
4
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
