ValençaBA
90.028 habitantes · IBGE 2932903
Resumo socioambiental
Valença/BA apresenta em 2024 uma cobertura de água de 77,9%, com recuo de -9,7% frente a série historicamente estável em torno de 86%, e ainda assim acima da mediana nacional (73,2%) e do percentil 57, embora abaixo da média estadual (83,0%). A queda expressiva ocorreu após um pico atípico de 90,4% em 2023, sugerindo instabilidade nos dados reportados mais do que uma tendência estrutural. A coleta de esgoto segue trajetória semelhante, com 73,6% em 2024 (percentil 62, acima da mediana nacional de 59,9% e da UF, 56,9%), mas o dado mais crítico do saneamento é o tratamento de esgoto, estagnado em 0,0% desde 2010 — muito abaixo da mediana nacional (33,3%) e do percentil estadual (39,2%), apesar de o município registrar 2 ETEs em operação (2020), acima da mediana nacional de 1 unidade. Essa contradição entre existência de infraestrutura e ausência de tratamento efetivo indica subutilização ou operação inadequada das estações.
As perdas de água agravam o quadro: 56,4% em 2024, quase o dobro da mediana nacional (29,1%) e da UF (34,5%), posicionando o município no percentil 88 — entre os piores do país nesse indicador, com leve alta (+1,5%) em relação ao ano anterior. Do lado social, o acesso domiciliar à coleta de resíduos caiu para 68,0% em 2022 (-7,5% desde 2010), abaixo da mediana nacional (76,9%), enquanto o destino inadequado de resíduos atinge 24,1% dos domicílios, acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (17,1%), no percentil 66. Essa deficiência na gestão de resíduos se reflete diretamente nas emissões: o setor de resíduos gerou 50.887 tCO₂e em 2024, um salto de +63,7% desde 2010, posicionando o município no percentil 93 nacional — um dos piores do país nesse recorte.
O quadro de emissões totais de GEE reforça a preocupação ambiental: 594.940 tCO₂e em 2024, alta de +60,6% desde 2010, no percentil 83 nacional, com energia contribuindo 161.175 tCO₂e (+39,4%, percentil 87). Esses números, muito acima das medianas nacionais em todos os setores, indicam que Valença carrega um perfil de emissões desproporcional ao seu porte populacional. Do ponto de vista hidrológico, o município já registrou eventos de cheia (2 registros em 2016, percentil 87), sem ocorrências de seca no mesmo ano, e mantém potência hidráulica estável em 11 MW desde 2017.
Em síntese, Valença combina indicadores de saneamento relativamente medianos em cobertura, mas com sérias fragilidades em perdas de água, ausência total de tratamento de esgoto e crescimento acelerado de emissões — sobretudo de resíduos e energia. A ausência de tratamento de esgoto, associada à alta perda hídrica, sugere ineficiência operacional que compromete tanto a saúde pública quanto a sustentabilidade dos recursos hídricos, exigindo priorização de investimentos em tratamento e redução de perdas como agenda imediata de gestão.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
77.9%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
73.6%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
2
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
56.4%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
68.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
24.1%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
11 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
11 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
594.940 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
50.887 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
161.175 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
