Vargem AlegreMG
5.834 habitantes · IBGE 3170578
Resumo socioambiental
Vargem Alegre/MG apresenta em 2022 cobertura de água de 78,1%, patamar acima da mediana nacional (76,5%) mas abaixo da média mineira (84,3%), posicionando o município no percentil 53. A série histórica revela, porém, forte deterioração desde 2008 (91,5%), com queda acumulada de -14,6% e recuperação apenas recente. Esse recuo de cobertura coexiste com perdas de água elevadas: 32,8% em 2022, acima da mediana nacional (29,9%), embora ainda abaixo da média de UF (35,0%), indicando ineficiência operacional que compromete o ganho de cobertura observado nos últimos anos.
O saneamento de esgoto apresenta quadro contraditório e preocupante. A coleta atinge 100,0% (2020), superando com folga a mediana nacional (87,8%) e a média estadual (85,0%), mas o tratamento é 0,0% no mesmo ano — situação que se mantém constante desde 2012, enquanto a mediana nacional já alcança 37,7% e Minas Gerais 44,5%. Isso significa que todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento, um passivo ambiental relevante que não se reflete nas emissões de resíduos do SEEG, que permanecem estáveis e comparativamente baixas (2.082 tCO₂e em 2024, percentil 13 nacional), sugerindo que o impacto do esgoto não tratado se manifesta mais na qualidade dos corpos hídricos locais do que no inventário de gases de efeito estufa.
Quanto a resíduos sólidos domiciliares, houve avanço expressivo: coleta subiu para 86,3% em 2022 (percentil 69) e o destino inadequado caiu de 20,1% para 11,5% entre 2010 e 2022, redução de -42,7%. Ainda assim, o indicador de destinação inadequada permanece acima da média mineira (7,4%), evidenciando que, apesar do progresso, o município ainda tem espaço para equiparar-se ao padrão estadual.
Em emissões totais de GEE, Vargem Alegre mantém-se em patamar baixo (30.116 tCO₂e em 2024, percentil 12 nacional), com energia como componente crescente (+8,6% no último ano, 5.109 tCO₂e) mas ainda distante da mediana nacional. Os registros de eventos hidrológicos são pontuais (uma cheia em 2016, sem seca registrada), não permitindo inferências robustas de tendência climática. Em síntese, o principal desafio ambiental do município é o descompasso entre alta cobertura de coleta de esgoto e tratamento nulo, associado a perdas de água acima da média nacional — combinação que demanda investimento prioritário em estações de tratamento e modernização da rede de distribuição.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
77.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
100.0%
2020
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
24.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
86.3%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
11.5%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
30.116 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.082 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
5.109 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
