Vargem BonitaSC
4.615 habitantes · IBGE 4219176
Resumo socioambiental
Vargem Bonita/SC apresenta um quadro saneamento-ambiental heterogêneo, com retrocesso preocupante no acesso a serviços básicos e melhora relativa nos indicadores de emissões. A cobertura de água caiu para 70,8% em 2024, revertendo bruscamente a trajetória de crescimento observada entre 2010 e 2023 (quando chegou a 84,3%), e ficando abaixo da mediana nacional (73,2%) e distante da média estadual (86,8%). Mais crítica é a coleta de esgoto, que despencou de 100% em 2021 para apenas 16,4% em 2024 — uma queda de 83,6% —, posicionando o município no percentil 13 nacional, bem abaixo da mediana do Brasil (59,9%) e da própria Santa Catarina (42,3%). Esse retrocesso é parcialmente compensado pelo tratamento de esgoto, que saltou de valores residuais para 35,4% em 2024, superando a mediana nacional (33,3%), embora ainda atrás da UF (37,3%) — um contraste que sugere que o esgoto coletado é hoje mais bem tratado, mas a cobertura de coleta em si regrediu de forma acentuada.
No eixo de resíduos e perdas, os números são mais favoravéis. A perda de água reduziu-se para 24,4% em 2024, abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (32,3%), indicando ganho de eficiência operacional na distribuição. Os domicílios com destinação inadequada de resíduos caíram de 22,2% (2010) para 9,5% (2022), ainda acima do padrão catarinense (3,2%), mas abaixo da mediana brasileira (14,9%). Chama atenção, porém, o crescimento de 59,6% nas emissões de resíduos desde 2010, atingindo 1.368 tCO₂e em 2024 — tendência contrária à da coleta de esgoto, que sugere acúmulo de resíduos sólidos não tratados adequadamente, mesmo com o município permanecendo no percentil 4 nacional (bem abaixo da mediana de 6.191 tCO₂e).
O panorama de emissões totais é positivo: as emissões de GEE caíram 51,8% desde 2010, para 47.695 tCO₂e em 2024, valor bem inferior à mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 20). As emissões de energia também recuaram 32,2%, para 10.669 tCO₂e, favorecidas pela expansão da potência instalada em biomassa, que cresceu de 15 MW para 25 MW entre 2010 e 2024 (percentil 77, acima da mediana nacional de 5 MW), indicando uma matriz energética municipal relativamente limpa e em expansão.
Do ponto de vista hídrico-climático, não há registros de cheias em 2016, mas há 3 registros de seca observada no mesmo ano, colocando o município no percentil 68 nacional para eventos de escassez hídrica — um alerta que reforça a importância de monitorar a queda simultânea na cobertura de água. Em síntese, Vargem Bonita combina avanços ambientais relevantes em emissões e eficiência hídrica com uma deterioração significativa no acesso a esgotamento sanitário, que demanda atenção prioritária da gestão municipal, especialmente diante do contraste entre a queda na coleta e o avanço no tratamento
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
70.8%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
16.4%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
35.4%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
24.4%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
76.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
9.5%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2021
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
25 MW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
47.695 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
1.368 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
10.669 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
3
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
