Vargem Grande do SulSP
41.226 habitantes · IBGE 3556404
Resumo socioambiental
Vargem Grande do Sul/SP apresenta infraestrutura de saneamento consolidada e acima dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 98,5% em 2022, superando a mediana brasileira (76,5%) e a média do estado de São Paulo (95,2%), posicionando o município no percentil 85. A coleta de esgoto está universalizada, em 100,0% (2021), acima da mediana nacional (87,8%) e da UF (94,6%), colocando o município no percentil 100 do país. O tratamento de esgoto também se destaca, com 88,9% em 2022, mais que o dobro da mediana nacional (37,7%) e bem superior à média paulista (69,6%), embora o município conte com apenas 1 ETE, o que sinaliza dependência de uma única unidade operacional para sustentar esse desempenho.
A perda de água na distribuição é outro ponto forte: caiu de 45,5% em 2008 para 9,4% em 2022, uma redução de quase 80% no período, situando o município no percentil 7 nacional (quanto menor, melhor), muito abaixo da mediana do país (29,9%) e da UF (32,1%). Essa eficiência operacional, combinada à alta cobertura de coleta domiciliar de resíduos (96,0% em 2022, acima da mediana nacional de 76,9%) e ao baixo percentual de destinação inadequada de resíduos domiciliares (3,0%, também abaixo da mediana nacional de 14,9%, ainda que acima do valor de referência da UF, 1,0%), reforça um quadro de gestão urbana de saneamento e resíduos bem estruturado.
Por outro lado, o desempenho ambiental em emissões de gases de efeito estufa merece atenção. As emissões totais somaram 321.431 tCO₂e em 2024, com queda de 8,5% desde 2010, mas ainda muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 71 (quanto maior, pior). Chama atenção o comportamento contrastante entre os setores: as emissões de energia caíram 13,1% no período, para 209.344 tCO₂e, enquanto as emissões de resíduos cresceram 10,1%, atingindo 31.696 tCO₂e em 2024 — expressivamente acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 89. Esse aumento é notável considerando o bom desempenho do município em cobertura de coleta e baixa destinação inadequada, sugerindo que o crescimento das emissões de resíduos pode estar mais associado ao tratamento e disposição final (aterro/decomposição) do que à cobertura do serviço, indicando oportunidade de investimento em captura de metano ou tratamento mais eficiente dos resíduos sólidos.
Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município em 2016, mas a ausência de dados mais recentes nessas séries limita a avaliação da exposição a riscos hidrológicos atuais. Em síntese, o município exibe excelência em saneamento básico, com indicadores acima da média nacional e estadual, mas enfrenta desafio específico na trajetória de emissões de resíduos, que cresce na contramão da tendência de queda observada nas emissões de energia.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
95.6%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
95.6%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
86.0%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
32.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
96.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
3.0%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
321.431 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
31.696 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
209.344 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
