VarjotaCE

18.660 habitantes · IBGE 2313955

IA

Resumo socioambiental

Varjota (CE) apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços relevantes em saneamento domiciliar contrastando com fragilidades no abastecimento de água e pressão crescente das emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 62,2% em 2022, valor abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (69,9%), posicionando o município no percentil 33 — ou seja, pior que a maioria dos municípios brasileiros. Mais preocupante é a trajetória: a cobertura caiu 11,8% desde 2008, quando chegava a 79,6% em 2013, indicando deterioração do serviço ao longo do tempo. A perda de água, embora tenha recuado para 27,7% em 2022 (queda de 13,6% no período), ainda representa desperdício expressivo, ficando abaixo da mediana nacional (29,9%) mas evidenciando ineficiência operacional que pode estar associada à baixa cobertura.

Em contrapartida, os indicadores de coleta de resíduos e destinação de dejetos mostram evolução positiva e consistente. A coleta domiciliar de lixo alcançou 89,1% em 2022, superando a mediana nacional (76,9%) e a média cearense (77,1%), posicionando o município no percentil 75. O destino inadequado de dejetos caiu de 24,4% (2010) para 6,0% (2022), redução de 75,4%, ficando bem abaixo da mediana nacional (14,9%). Essa melhoria no manejo de resíduos, contudo, não se reflete nas emissões do setor: as emissões de resíduos saltaram de 6.373 para 13.069 tCO₂e entre 2010 e 2024 (+105,1%), superando a mediana nacional (6.191 tCO₂e) e situando o município no percentil 74 — sugerindo que o aumento da cobertura de coleta pode estar gerando mais decomposição em aterros ou lixões sem captura de metano.

As emissões totais de GEE somaram 83.563 tCO₂e em 2024, com crescimento de 71,5% desde 2010, embora ainda abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 35. As emissões de energia permaneceram relativamente estáveis (+6,9%), enquanto o setor de resíduos foi o principal vetor de crescimento das emissões municipais, exigindo atenção prioritária em políticas de gestão de resíduos sólidos e tratamento de efluentes.

Os registros de eventos extremos disponíveis (2016) mostram 1 ocorrência de cheia e 14 de seca, valores que posicionam o município nos percentis 76 e 93, respectivamente, frente à referência estadual — indicador de vulnerabilidade hídrica relevante, especialmente à luz da queda histórica na cobertura de água. Para gestores, a combinação de baixa cobertura de abastecimento, perdas ainda elevadas e histórico de seca reforça a urgência de investimentos em infraestrutura hídrica, ao mesmo tempo em que o crescimento das emissões de resíduos aponta para a necessidade de aprimorar o tratamento final do lixo coletado.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

64.6%

2024

38
1.6% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

25.2%

2024

60
16.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

89.1%

2022

75
17.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

6.0%

2022

72
75.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

83.563 tCO₂e

2024

65
71.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

13.069 tCO₂e

2024

26
105.1% no período

Emissões de energia

SEEG

15.844 tCO₂e

2024

54
6.9% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

14

2016

7
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.