Varre-SaiRJ

10.559 habitantes · IBGE 3306156

IA

Resumo socioambiental

Varre-Sai/RJ apresenta quadro crítico no saneamento básico, com cobertura de água de apenas 34,8% em 2022 — muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e do estado do Rio de Janeiro (89,1%), posicionando o município no percentil 9 do país. Mais preocupante é a trajetória: o índice chegou a superar 60% entre 2010 e 2017, mas caiu abruptamente para a faixa de 30% a partir de 2018, sugerindo mudança na gestão do serviço ou nos critérios de medição. Paralelamente, a perda de água na distribuição saltou de 22,1% em 2008 para 51,1% em 2022 (variação de +131,2% no período), superando a mediana nacional (29,9%) e aproximando-se do já elevado patamar estadual (48,6%), o que coloca o município no percentil 86 — entre os piores do país nesse quesito. A combinação de baixa cobertura com alta perda indica ineficiência estrutural grave na rede de abastecimento.

O esgotamento sanitário mostra contradição relevante: a coleta formal registrada pelo SNIS indica 100% em 2018, mas o tratamento de esgoto permanece em 0% no mesmo ano — ou seja, todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento, situação distante da mediana nacional de 37,7% e do estado (56,6%). Essa lacuna é corroborada pelos dados do Censo IBGE, que mostram apenas 45,5% dos domicílios com coleta de esgoto em 2022 (queda acentuada frente aos 75,3% de 2010, percentil 11 nacional), enquanto o destino inadequado de dejetos, embora tenha caído de 24,7% para 11,1% no mesmo período, ainda supera o índice estadual (2,0%). Esses números evidenciam fragilidade persistente na infraestrutura sanitária, com impacto direto na saúde pública e nos corpos hídricos locais.

No âmbito climático, as emissões totais de GEE caíram para 58.117 tCO₂e em 2024 (-16,1% em relação a 2023), ficando abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), o que é positivo. Entretanto, as emissões de resíduos seguem em trajetória de alta constante, quase dobrando desde 2010 (+96,0%), atingindo 9.982 tCO₂e em 2024 — acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e, percentil 68) — e refletindo diretamente a debilidade do saneamento e da gestão de resíduos sólidos do município. As emissões de energia também cresceram 64,9% no período, embora permaneçam abaixo da mediana nacional.

Quanto a riscos hídricos, o município registrou 2 eventos de cheia em 2016 (percentil 87, indicando maior exposição que a maioria dos municípios brasileiros) e nenhum registro de seca. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000) e próximo à média estadual (3,022), sugerindo vulnerabilidade futura que reforça a urgência de investimentos em infraestrutura de água e esgoto para reverter as tendências negativas observadas na última década.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

64.5%

2024

38
6.0% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2018

0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2018

Perda de água

SNIS/SINISA

49.8%

2024

17
448.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

45.5%

2022

11
39.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

11.1%

2022

58
55.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

58.117 tCO₂e

2024

75
16.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

9.982 tCO₂e

2024

34
96.0% no período

Emissões de energia

SEEG

11.589 tCO₂e

2024

61
64.9% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.