Várzea da PalmaMG
34.639 habitantes · IBGE 3170800
Resumo socioambiental
Várzea da Palma apresenta um quadro de saneamento básico ainda deficitário, especialmente no componente esgotamento sanitário. A cobertura de água atingiu 85,2% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e próxima da média mineira (84,3%), posicionando o município no percentil 63. Já a coleta de esgoto, de apenas 28,0% em 2021, fica muito abaixo da mediana nacional (87,8%) e da UF (85,0%), colocando o município no percentil 15 — um dos indicadores mais críticos do dossiê. O tratamento de esgoto acompanha essa fragilidade, com 25,2% em 2022, também inferior à mediana nacional (37,7%) e estadual (44,5%), sustentado por apenas 1 ETE registrada (2020). Essa lacuna entre cobertura de água relativamente boa e baixíssimo tratamento de esgoto sugere risco de contaminação de corpos hídricos e pressão sobre a saúde pública, mesmo com a perda de água na distribuição (21,3% em 2022) tendo melhorado e ficando abaixo da mediana nacional (29,9%).
No manejo de resíduos sólidos, o município mostra avanços moderados: domicílios com coleta chegaram a 87,5% em 2022, superando a mediana nacional (76,9%) e a média mineira (86,1%), enquanto o destino inadequado caiu para 8,9%, redução expressiva frente a 2010 (13,2%), embora ainda acima do valor mineiro (7,4%). O aumento para 2 unidades de destinação em 2025 reforça essa trajetória positiva, colocando o município no percentil 87 nacional para esse indicador. Ainda assim, as emissões de resíduos cresceram 8,8% entre 2010 e 2024, atingindo 18.531 tCO₂e, valor muito acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), indicando que a expansão da coleta não foi acompanhada de redução proporcional nas emissões associadas ao setor.
No campo energético e climático, o destaque é a expansão da potência solar instalada, que saltou de 80 MW para 670 MW entre 2022 e 2024 (variação de +737,5%), embora o valor absoluto do município (percentil 98) precise ser interpretado com cautela por se tratar de infraestrutura de geração que pode atender demanda regional, não apenas local. As emissões totais de GEE somaram 553.931 tCO₂e em 2024, com queda de 16,3% desde 2010, mas ainda muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), situando o município no percentil 82. As emissões de energia também recuaram (-6,9%), mas permanecem elevadas frente ao padrão nacional.
Por fim, os registros de eventos extremos disponíveis (2016) indicam exposição relevante a secas (13 registros) e cheias (2 registros), ambos acima da mediana nacional (zero), reforçando a necessidade de políticas integradas de gestão hídrica que dialoguem com a baixa cobertura de esgotamento sanitário. Em síntese, Várzea da Palma avançou em abastecimento de água e gestão de resíduos sólidos domiciliares, mas o esgotamento sanitário permanece como principal gargalo socioambiental, exigindo investimento prioritário para reduzir riscos à saúde pública e aos recursos hídricos locais.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
93.3%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
33.5%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
27.8%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
23.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
87.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
8.9%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
2
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
673 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
670 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
670 MW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
553.931 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
18.531 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
54.914 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
13
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
