Várzea GrandeMT

314.627 habitantes · IBGE 5108402

IA

Resumo socioambiental

Várzea Grande apresenta um quadro socioambiental marcado por forte contraste entre o abastecimento de água e o saneamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 96,6% em 2024, bem acima da mediana nacional (73,2%) e da média estadual (86,7%), posicionando o município no percentil 88. Entretanto, a perda de água no sistema chegou a 59,0% em 2024, indicador em que maior é pior, muito superior à mediana do país (29,1%) e à de Mato Grosso (37,5%), revelando ineficiência operacional relevante mesmo com boa cobertura.

O esgotamento sanitário é o ponto crítico do município. A coleta de esgoto ficou em 28,5% (2024), abaixo da mediana nacional (59,9%) e da estadual (53,1%), enquanto o tratamento despencou para 2,6%, uma queda de 86,1% em relação à série histórica, que já havia alcançado 48,1% em 2021. Essa deterioração é particularmente preocupante considerando que o município possui 16 ETEs instaladas (2020), número muito superior à mediana nacional (1 unidade, percentil 99), sugerindo subutilização ou falhas operacionais na infraestrutura existente. Por outro lado, dados do Censo indicam 95,5% dos domicílios com coleta de resíduos (2022) e apenas 2,2% com destino inadequado, quadro favorável frente à mediana nacional (14,9%) e estadual (11,2%).

No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 2.088.107 tCO₂e em 2024, avanço de 55,4% desde 2010, com energia (1.544.616 tCO₂e) e resíduos (161.707 tCO₂e) como principais vetores de crescimento — este último com alta de 75,5% no período, coerente com a baixa efetividade do tratamento de esgoto e possível pressão da destinação de resíduos sólidos. O município figura no percentil 95 a 99 em emissões nacionais, evidenciando escala expressiva de impacto frente à mediana do Brasil.

Em síntese, Várzea Grande combina bom desempenho em abastecimento de água e gestão de resíduos domiciliares com fragilidades estruturais em tratamento de esgoto e perdas hídricas, além de trajetória crescente de emissões, especialmente em energia e resíduos. A existência de infraestrutura de tratamento (16 ETEs) não convertida em desempenho aponta para prioridade de investimento em operação e manutenção, não necessariamente em nova capacidade instalada.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

96.6%

2024

88
3.2% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

28.5%

2024

21
126.1% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

2.6%

2024

27
86.1% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

16

2020

99
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

59.0%

2024

11
4.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

95.5%

2022

92
2.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

2.2%

2022

87
66.8% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

12 MW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

2.088.107 tCO₂e

2024

5
55.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

161.707 tCO₂e

2024

2
75.5% no período

Emissões de energia

SEEG

1.544.616 tCO₂e

2024

1
63.5% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.