Várzea NovaBA
13.847 habitantes · IBGE 2933158
Resumo socioambiental
Várzea Nova (BA) apresenta um quadro socioambiental misto, com destaque positivo no tratamento de esgoto e fragilidades no abastecimento de água e nas emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água chegou a 69,1% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (80,7%), configurando o percentil 41 — situação que representa recuo relevante frente aos picos de 87-88% observados entre 2015 e 2019. Em contrapartida, a perda de água na distribuição caiu para 15,3% em 2022, valor bem inferior à mediana nacional (29,9%) e à UF (35,0%), posicionando o município no percentil 14 (melhor desempenho relativo), o que indica ganhos de eficiência operacional mesmo com a cobertura em queda.
No saneamento, a coleta de esgoto recuou para 83,7% em 2021 (variação de -2,2%), após ter atingido 100% entre 2016 e 2019, mas ainda supera a média estadual (63,0%). O tratamento de esgoto, por sua vez, é o ponto mais forte do dossiê: 79,3% em 2022, muito acima da mediana nacional (37,7%) e da UF (53,1%), colocando o município no percentil 76. Esse desempenho é sustentado por apenas 1 ETE em operação (2020), igual à mediana nacional, mas com capacidade proporcionalmente relevante para o porte do município. Ainda assim, persiste uma lacuna social: 20,4% dos domicílios têm destino inadequado de resíduos (2022), acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (17,1%), sugerindo que parte da população não é plenamente atendida pelos serviços formais de coleta e tratamento.
Do lado das emissões, o quadro é preocupante. As emissões totais de GEE somaram 160.827 tCO₂e em 2024, alta de 35,9% em relação a 2010 e acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e). As emissões de energia lideram o crescimento, com salto de 155,9% no período, atingindo 30.384 tCO₂e em 2024 — acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e) — enquanto as emissões de resíduos também cresceram 43,8%, para 7.593 tCO₂e, superando a mediana nacional (6.191 tCO₂e) e coerente com a lacuna de destinação adequada identificada nos domicílios. Esse aumento das emissões de energia é particularmente notável diante da elevada capacidade instalada renovável do município: 200 MW em potência solar (percentil 94) e 490 MW em potência eólica (percentil 87), o que sugere que o crescimento das emissões energéticas pode estar associado a outras fontes ou usos, não à geração renovável local, que se mantém expressiva e estável desde 2010.
Em síntese, Várzea Nova combina uma infraestrutura de tratamento de esgoto e eficiência hídrica acima da média nacional com desafios crescentes em cobertura de água, destinação de resíduos e, sobretudo, em emissões de GEE — que exigem atenção dos gestores para equilibrar o avanço em saneamento com o controle das emissões e a ampliação do acesso universal aos serviços.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
74.3%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
57.7%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
74.9%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
13.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
75.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
20.4%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
690 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
200 MW
2024
Potência eólica
ANEEL (SIGA)
490 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
200 MW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
160.827 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
7.593 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
30.384 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
6
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
