VazanteMG
20.433 habitantes · IBGE 3171006
Resumo socioambiental
Vazante apresenta em 2024 cobertura de água de 80,2%, acima da mediana nacional (73,2%) e próxima à média mineira (83,3%), posicionando o município no percentil 60 do país. Após uma década de oscilações — com queda entre 2015 e 2021 e recuperação recente —, o indicador voltou a se aproximar dos níveis observados em 2010-2014. A perda de água, no entanto, é de 21,9%, patamar melhor que a mediana nacional (29,1%) e estadual (35,8%), embora tenha subido 16,7% desde 2010, sinalizando necessidade de atenção à eficiência operacional da rede.
O saneamento de esgoto revela o ponto mais crítico do dossiê: a coleta caiu de 100% (2009-2014) para 70,3% em 2024, retração de quase 30 pontos percentuais, e o tratamento recuou de patamares acima de 70% para 44,4%, queda de 35,2% no período. Ainda assim, ambos os indicadores superam as medianas nacionais (59,9% e 33,3%, respectivamente) e o tratamento está praticamente equiparado à média de Minas Gerais (44,6%). A contradição entre bons indicadores relativos e forte deterioração histórica sugere descontinuidade na operação ou na infraestrutura de tratamento, já que o município conta com apenas 1 ETE (2020), no limite da mediana nacional. Em contrapartida, o destino inadequado de resíduos domiciliares caiu de 12,6% (2010) para 6,6% (2022), redução de 47,5%, ficando abaixo da mediana do Brasil (14,9%) e próximo da média estadual (7,4%).
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 521.287 tCO₂e em 2024, com queda de 8,7% desde 2010, mas ainda 3,8 vezes acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando Vazante no percentil 81 do país — reflexo do perfil energético-industrial do município, já que as emissões de energia (91.612 tCO₂e) são quase 5 vezes a mediana nacional. Chama atenção o crescimento contínuo das emissões de resíduos, que passaram de 8.140 para 13.153 tCO₂e entre 2010 e 2024 (+61,6%), movimento coerente com a piora simultânea da coleta e do tratamento de esgoto, indicando que o avanço em disposição domiciliar de resíduos não foi acompanhado por ganhos equivalentes em saneamento básico e gestão de efluentes.
Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município (2016), o que limita a análise de riscos hidrológicos recentes, mas não deve ser interpretado como ausência de vulnerabilidade, dado o intervalo desde a última atualização dessa série.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
80.2%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
70.3%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
44.4%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
21.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
87.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
6.6%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
521.287 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
13.153 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
91.612 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
