Vera CruzBA

44.978 habitantes · IBGE 2933208

IA

Resumo socioambiental

Vera Cruz/BA apresenta um quadro socioambiental heterogêneo, com desempenho de destaque em abastecimento de água contrastando com fragilidades estruturais em esgotamento sanitário e resíduos. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2022, no percentil 100 nacional e bem acima da mediana do Brasil (76,5%) e da Bahia (80,7%), embora a série mostre oscilações recentes (88,6% em 2021), sinalizando possível instabilidade operacional. Esse resultado positivo é comprometido pela perda de água de 58,8% (2022), quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e da UF (35,0%), colocando o município no percentil 92 (pior faixa) — ou seja, o sistema capta e distribui água com eficácia, mas desperdiça a maior parte no processo.

No saneamento, a coleta de esgoto é de apenas 25,7% (2021), muito abaixo da mediana nacional (87,8%) e da UF (63,0%), posicionando o município no percentil 14. O tratamento de esgoto evoluiu significativamente, de 13,5% (2008) para 29,0% (2022), variação de +114,7%, mas ainda fica abaixo da mediana nacional (37,7%) e da UF (53,1%). A existência de apenas 1 ETE (2020) limita a capacidade de expansão do tratamento. Adicionalmente, os domicílios com coleta de resíduos caíram de 81,8% (2010) para 62,2% (2022), retração de -23,9%, abaixo da mediana nacional (76,9%), embora o destino inadequado de resíduos tenha melhorado, caindo de 18,2% para 9,6% no mesmo período.

Na frente climática, as emissões totais de GEE recuaram para 41.303 tCO₂e em 2024 (-35,6% desde 2010), ficando abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). Entretanto, as emissões de resíduos seguem trajetória oposta e preocupante, saltando de 8.831 para 23.367 tCO₂e (+164,6%), no percentil 86 nacional — evolução coerente com a baixa cobertura de coleta e tratamento de esgoto, que pressiona a geração de emissões por decomposição orgânica. As emissões de energia também cresceram (+24,2%, para 39.627 tCO₂e), acima da mediana nacional, ainda que abaixo da média estadual.

Do ponto de vista hídrico-climático, o município registrou 3 ocorrências de cheia em 2016 (percentil 93, pior faixa) e índice de segurança hídrica projetado de 2,000 para 2035, inferior à mediana nacional (4,000) e à média da Bahia (3,281), no percentil 14 — indicando vulnerabilidade futura que reforça a urgência de investimentos em infraestrutura de saneamento e gestão de perdas hídricas para reduzir riscos ambientais e sanitários combinados.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

83.5%

2024

66
16.5% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

26.0%

2024

20
22.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

28.9%

2024

48
102.9% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

50.5%

2024

16
11.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

62.2%

2022

28
23.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

9.6%

2022

62
47.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

41.303 tCO₂e

2024

83
35.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

23.367 tCO₂e

2024

15
164.6% no período

Emissões de energia

SEEG

39.627 tCO₂e

2024

35
24.2% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.