Vera CruzRS

27.638 habitantes · IBGE 4322707

IA

Resumo socioambiental

Vera Cruz/RS apresenta saneamento básico consolidado, com cobertura de água em 99,4% (2022) e coleta de esgoto em 93,9% (2021), ambos bem acima das medianas nacionais (76,5% e 87,8%, respectivamente) e do percentil elevado no comparativo com o Brasil. Os domicílios com coleta de resíduos atingem 92,3% (2022) e o destino inadequado caiu para apenas 2,7%, redução de 64,4% desde 2010, reforçando o padrão de infraestrutura urbana bem estruturada no município.

O ponto crítico do dossiê é o tratamento de esgoto, que permanece em 4,5% (2022), muito abaixo da mediana nacional de 37,7% e da média gaúcha de 30,8%, colocando o município no percentil 30. Essa lacuna é coerente com a existência de apenas 1 ETE (2020) e sugere que, embora a coleta seja eficiente, o esgoto captado não recebe tratamento adequado antes do descarte — um risco à qualidade dos corpos hídricos locais. A perda de água na distribuição, de 35,9% (2022), embora tenha caído 20,8% frente a 2021, ainda supera a mediana nacional (29,9%) e está próxima da média estadual (36,5%), indicando ineficiência operacional que pode pressionar custos e disponibilidade hídrica.

Do lado climático, chama atenção o salto das emissões totais de GEE para 486.439 tCO₂e em 2024, alta de 73,5% em um único ano e bem acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 80. As emissões de energia (57.014 tCO₂e, +87% no ano) e de resíduos (9.362 tCO₂e, +83,1%) também cresceram significativamente, esta última coerente com a baixa cobertura de tratamento de esgoto, que pode ampliar a decomposição orgânica não controlada. Esse movimento contrasta com a estabilidade observada na série histórica entre 2015 e 2023 e merece investigação sobre suas causas setoriais.

Eventos hidrológicos registrados em 2016 (2 cheias e 4 secas) são pontuais na série disponível, mas o percentil elevado frente ao Brasil (87 e 72, respectivamente) sinala vulnerabilidade climática que, combinada às perdas de água acima da média e ao déficit de tratamento de esgoto, aponta para a necessidade de investimentos prioritários em infraestrutura de tratamento sanitário e eficiência hídrica como agenda socioambiental para os próximos anos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

90.8%

2024

78
0.9% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

54.3%

2024

45
43.9% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

11.9%

2024

35

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

30.7%

2024

46
43.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

92.3%

2022

83
0.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

2.7%

2022

85
64.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

486.439 tCO₂e

2024

20
73.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

9.362 tCO₂e

2024

36
83.1% no período

Emissões de energia

SEEG

57.014 tCO₂e

2024

28
87.0% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

4

2016

28
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.