VeraMT

13.389 habitantes · IBGE 5108501

IA

Resumo socioambiental

Vera/MT apresenta em 2022 cobertura de água de 77,8%, valor levemente acima da mediana nacional (76,5%) mas abaixo da média estadual de Mato Grosso (87,2%), posicionando o município no percentil 52. A trajetória histórica mostra oscilação relevante desde 2008, com ganho acumulado de +29,4%, mas o indicador de perda de água chama atenção: 30,0% em 2022, praticamente igual à mediana nacional (29,9%) e bem abaixo do índice estadual (40,5%), porém em forte piora frente aos 9,8% registrados em 2020 — um salto que sugere falhas recentes de gestão operacional da rede, mesmo com expansão da cobertura.

No saneamento de resíduos sólidos, a coleta domiciliar atingiu 81,8% em 2022, superando a mediana nacional (76,9%), mas ainda distante do patamar estadual (84,7%). Em contrapartida, o destino inadequado de resíduos, embora tenha caído expressivamente desde 2010 (-40,0%), ainda afeta 17,5% dos domicílios, acima da mediana nacional (14,9%) e do valor de MT (11,2%), indicando que a expansão da coleta não foi acompanhada de destinação final adequada na mesma proporção. Essa lacuna dialoga com o crescimento das emissões de resíduos, que subiram +69,8% desde 2010, chegando a 5.904 tCO₂e em 2024 — ainda assim abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

O maior destaque socioambiental do município está nas emissões totais de GEE, que somaram 1.308.151 tCO₂e em 2024, patamar extremamente elevado frente à mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando Vera no percentil 92 do país. As emissões de energia mais que dobraram desde 2010 (+141,8%), atingindo 100.077 tCO₂e, também muito acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e), enquanto a capacidade instalada de biomassa permanece estagnada em 920 kW desde 2020, sem crescimento que compense a intensificação das emissões energéticas.

Do ponto de vista hidrológico, o único registro de cheia disponível (2016) coloca o município abaixo da média estadual de ocorrências (86), sem indícios de seca no mesmo período. Em síntese, Vera avançou em cobertura de água e coleta de resíduos nas últimas décadas, mas enfrenta desafios crescentes de eficiência hídrica, destinação inadequada de resíduos e, sobretudo, uma pegada de carbono desproporcionalmente alta para o porte populacional, exigindo atenção prioritária de gestores para conter a escalada das emissões e as perdas na rede de abastecimento.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

75.5%

2024

54
12.6% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

27.5%

2024

54
21.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

81.8%

2022

59
15.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

17.5%

2022

45
40.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

920 kW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

1.308.151 tCO₂e

2024

8
12.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.904 tCO₂e

2024

52
69.8% no período

Emissões de energia

SEEG

100.077 tCO₂e

2024

19
141.8% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.