VeranópolisRS
24.540 habitantes · IBGE 4322806
Resumo socioambiental
Veranópolis apresenta indicadores de saneamento acima da mediana nacional, mas com sinais de estagnação e retrocesso pontual que merecem atenção. A cobertura de água atingiu 87,8% em 2024, superior à mediana brasileira (73,2%) e à média do Rio Grande do Sul (86,2%), posicionando o município no percentil 74. Já a coleta de esgoto, embora elevada em termos relativos (90,3% em 2023, ante mediana nacional de 59,9%), recuou 9,7% em relação a anos anteriores, quando chegou a superar 98%. O ponto mais crítico do saneamento é o tratamento de esgoto, de apenas 0,7% em 2023 — muito abaixo da mediana nacional (33,3%) e da média estadual (30,1%) — indicando que o esgoto é majoritariamente coletado, mas não tratado, com possíveis impactos sobre corpos hídricos locais.
A perda de água na distribuição é outro alerta: 26,0% em 2024, com alta acumulada de 68,8% desde 2010, embora o valor de 2024 ainda esteja abaixo da mediana nacional (29,1%) e da média gaúcha (39,4%). A oscilação da série (de 12,0% em 2023 para 26,0% em 2024) sugere instabilidade operacional ou de medição que merece investigação técnica. Em contrapartida, os indicadores de resíduos domiciliares são positivos: 87,6% dos domicílios com coleta (2022) e apenas 0,8% com destino inadequado, valor bem inferior à mediana nacional (14,9%) e à média estadual (4,5%), reforçando a boa gestão municipal de resíduos sólidos, coerente com as 6 unidades de destinação registradas (percentil 98 nacional).
O dado mais expressivo do dossiê é o salto nas emissões totais de GEE, que passaram de cerca de 197 mil tCO₂e em 2023 para 1.689.519 tCO₂e em 2024 — alta de 580,1% em uma única série, colocando o município no percentil 94 nacional. Esse salto não é explicado pelas emissões de resíduos (11.522 tCO₂e, +21,1%) nem de energia (89.635 tCO₂e, +9,5%), que cresceram de forma moderada e proporcional ao histórico, sugerindo que a origem do aumento está em outro setor não detalhado no dossiê, possivelmente mudanças de uso da terra ou agropecuária, exigindo checagem na fonte primária (SEEG) para confirmar a causa antes de qualquer ação corretiva.
Do ponto de vista hídrico, o município mantém potência hidráulica estável em 92 MW desde 2010, valor muito acima da mediana nacional (10 MW) e relevante mesmo frente à média estadual, além de 7 MW em biomassa, acima da mediana nacional (5 MW). Os registros de seca (2 ocorrências em 2016) e ausência de registros de cheia no mesmo ano indicam exposição moderada a eventos hidrológicos extremos, mas a base de apenas um ano limita conclusões mais robustas. Em síntese, Veranópolis destaca-se positivamente em cobertura de água, gestão de resíduos sólidos e capacidade energética renovável, mas precisa priorizar o tratamento de esgoto e esclarecer o expressivo salto nas emissões totais de GEE
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
87.8%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
90.3%
2023
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.7%
2023
Perda de água
SNIS/SINISA
26.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
87.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
0.8%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
6
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
99 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
92 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
1.689.519 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
11.522 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
89.635 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
2
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
