VerêPR

8.051 habitantes · IBGE 4128609

IA

Resumo socioambiental

Verê/PR apresenta avanços expressivos, porém ainda incompletos, no saneamento básico. A cobertura de água atingiu 73,5% em 2022, um salto de +67,5% desde 2008, mas com queda em relação ao pico de 81,7% em 2021 e ainda abaixo da mediana nacional (76,5%) e muito distante do patamar paranaense (96,1%), posicionando o município no percentil 46 do país. A perda de água, por sua vez, está em 20,0% (2022), nível melhor que a mediana nacional (29,9%) e que a média estadual (29,6%), indicando gestão relativamente eficiente da rede apesar da cobertura ainda parcial.

O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do município. Apenas 69,4% dos domicílios têm coleta de esgoto (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e distante da UF (90,0%). Como reflexo direto, o destino inadequado de dejetos ainda atinge 29,9% dos domicílios — quase o dobro da mediana brasileira (14,9%) e mais de cinco vezes o valor médio do Paraná (5,6%), colocando Verê no percentil 74, entre os piores do país nesse quesito. Essa lacuna estrutural ajuda a explicar por que as emissões de resíduos vêm em trajetória de alta: 6.560 tCO₂e em 2024, +17,4% desde 2010, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), sinalizando que o crescimento da coleta não veio acompanhado de tratamento adequado dos efluentes.

No balanço de emissões totais de GEE, o município mostra melhora relevante: 93.435 tCO₂e em 2024, uma redução de 28,9% frente a 2010, ficando abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e no percentil 38. Essa queda contrasta com o aumento nas emissões de energia, que subiram 36,1% no período, chegando a 16.292 tCO₂e em 2024 — ainda assim abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). A leitura conjunta sugere que ganhos em outras frentes (provavelmente agropecuária ou mudança de uso da terra) compensaram o crescimento do consumo energético e das emissões de resíduos, mas o saneamento segue como o principal gargalo socioambiental do município.

Quanto a eventos hidrológicos, os registros de 2016 mostram 1 ocorrência de cheia e 4 de seca, ambos abaixo da mediana estadual, embora acima da mediana nacional (zero), sem indicar, com os dados disponíveis, tendência de agravamento recente. A potência hidráulica instalada permanece estável em 15 MW desde 2021, acima da mediana nacional (10 MW), reforçando a relevância da geração hidrelétrica local no perfil energético do município.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

73.5%

2022

46
67.5% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

20.0%

2022

76
23.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

69.4%

2022

38
20.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

29.9%

2022

26
29.5% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

15 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

15 MW

2024

59
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

93.435 tCO₂e

2024

62
28.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.560 tCO₂e

2024

48
17.4% no período

Emissões de energia

SEEG

16.292 tCO₂e

2024

53
36.1% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

4

2016

28
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.