VeredaBA
6.171 habitantes · IBGE 2933257
Resumo socioambiental
Vereda/BA apresenta quadro preocupante de saneamento básico, com cobertura de água de apenas 42,2% em 2022 — bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e do valor estadual (80,7%), posicionando o município no percentil 13 do país. Mais grave ainda é a trajetória: a cobertura vinha próxima de 50% até 2019 e caiu para o patamar atual, uma retração de -15,1% no período, indicando deterioração do serviço em vez de expansão. Paralelamente, a perda de água subiu para 20,7% em 2022, mais que dobrando desde 2008 (+121,5%), embora ainda esteja abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (35,0%). A combinação de menor cobertura com maior desperdício sugere problemas de gestão operacional do sistema de abastecimento, que merecem investigação prioritária.
No saneamento de esgoto, houve avanço relevante: a coleta domiciliar passou de 60,5% (2010) para 73,6% (2022), aproximando-se da mediana nacional (76,9%) e superando a média estadual (69,0%). Consistentemente, o destino inadequado de dejetos caiu de 39,5% para 25,1% no mesmo período (-36,4%), embora esse índice ainda seja superior à mediana nacional (14,9%) e à UF (17,1%), colocando o município no percentil 67 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito. Essa melhoria parcial no esgotamento sanitário não impediu o crescimento das emissões de resíduos, que passaram de 2.457 para 3.341 tCO₂e entre 2010 e 2024 (+36,0%), sinalizando que o aumento da coleta não foi acompanhado de tratamento ou destinação adequada dos efluentes e resíduos gerados.
Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE caíram de 307.624 para 176.830 tCO₂e entre 2010 e 2024 (-42,5%), com o município situando-se no percentil 57 nacional — acima da mediana do Brasil (138.513 tCO₂e), mas distante do porte da UF. As emissões de energia cresceram +24,7% no período recente, atingindo 2.315 tCO₂e em 2024, embora seu peso relativo permaneça baixo frente ao total nacional (percentil 8). A infraestrutura hidráulica manteve-se estável em 14 MW desde 2010, sem expansão. Registros de eventos extremos são limitados (uma cheia em 2016, nenhuma seca reportada), mas a série curta impede conclusões sobre tendência de risco hídrico.
Em síntese, Vereda enfrenta um desafio estrutural de abastecimento de água — com cobertura em queda e perdas crescentes — que contrasta com avanços moderados no esgotamento sanitário, ainda insuficientes frente aos parâmetros nacionais e estaduais. A redução das emissões totais é um ponto positivo, mas o crescimento das emissões de resíduos e energia indica que a gestão ambiental precisa de atenção integrada, especialmente na articulação entre investimento em infraestrutura hídrica e controle de perdas.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
69.5%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
17.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
73.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
25.1%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
14 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
14 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
176.830 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
3.341 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
2.315 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
