VeredinhaMG

5.257 habitantes · IBGE 3171071

IA

Resumo socioambiental

Veredinha/MG apresenta em 2024 cobertura de água de 82,7%, acima da mediana nacional (73,2%) e próxima da média mineira (83,3%), posicionando o município no percentil 64 do país. A série histórica, no entanto, revela grande instabilidade, com oscilações entre 65% e 100% desde 2010, sugerindo intermitências operacionais ou falhas de reporte ao SNIS/SINISA. A perda de água, de 13,6%, está bem abaixo da mediana nacional (29,1%) e mineira (35,8%), colocando o município entre os mais eficientes do país nesse quesito (percentil 11), embora a variação acumulada desde 2010 seja expressiva devido à baixa base inicial.

O saneamento de esgoto mostra desempenho misto. A coleta atingiu 65,4% em 2024, acima da mediana nacional (59,9%) mas abaixo da média estadual (78,2%), com queda acentuada de 32,1% frente ao pico histórico. O tratamento, de 63,3%, supera folgadamente tanto a mediana nacional (33,3%) quanto a mineira (44,6%), posicionando Veredinha no percentil 71 — um resultado positivo mesmo diante de apenas 1 ETE registrada (2020), igual à mediana nacional mas muito distante do parque mineiro (399 unidades). Essa combinação indica eficiência per capita na estação existente, mas também vulnerabilidade a qualquer falha operacional, dado o baixo número de unidades. Pelo Censo, 20,1% dos domicílios ainda têm destino inadequado de resíduos (2022), acima da mediana nacional (14,9%) e do padrão mineiro (7,4%), embora com melhora de 39,1% desde 2010.

No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 248.156 tCO₂e em 2024, quase o dobro da mediana nacional (138.513 tCO₂e), com aumento de 97,7% desde 2010, concentrado sobretudo no setor de energia, que saltou de patamares residuais para 132.717 tCO₂e — variação de mais de 4.000% e percentil 85 nacional, indicando forte pressão recente desse setor sobre o balanço de emissões municipal. As emissões de resíduos, de 2.669 tCO₂e, permanecem bem abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), condizente com o porte populacional do município, mas seu crescimento constante (+31,6% desde 2010) acompanha o aumento populacional e a persistência de destinação inadequada de resíduos domiciliares.

Em relação a eventos hidrológicos, não há registros de cheias (2016), mas há 4 registros de seca observada, acima da mediana nacional (0) e no percentil 72, sinalizando maior exposição relativa à escassez hídrica — o que reforça a importância de manter a baixa perda de água e ampliar o monitoramento de oferta hídrica no planejamento municipal.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

82.7%

2024

64
17.3% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

65.4%

2024

55
32.1% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

63.3%

2024

71
23.0% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

13.6%

2024

89
1898.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

78.7%

2022

53
17.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

20.1%

2022

40
39.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

248.156 tCO₂e

2024

34
97.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.669 tCO₂e

2024

79
31.6% no período

Emissões de energia

SEEG

132.717 tCO₂e

2024

15
4189.9% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

4

2016

28
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.