VeríssimoMG
3.480 habitantes · IBGE 3171105
Resumo socioambiental
Veríssimo/MG apresenta um quadro socioambiental heterogêneo, com desempenho relativamente bom em tratamento de esgoto, mas fragilidades importantes no abastecimento de água e no manejo de resíduos domiciliares. A cobertura de água atingiu 56,4% em 2022, muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média mineira (84,3%), posicionando o município no percentil 26 do país — ou seja, entre os piores 26% em cobertura. Chama atenção a perda de água na distribuição, que saltou de 22,9% em 2020 para 40,5% em 2022, um aumento de 117,9% em relação à série histórica e acima da mediana nacional (29,9%) e estadual (35,0%), indicando ineficiência crescente na rede e possível desperdício de recursos hídricos tratados.
Em contrapartida, o tratamento de esgoto evoluiu positivamente, passando de 51,4% em 2018 para 65,3% em 2022 (+27,0%), superando tanto a mediana nacional (37,7%) quanto a mineira (44,5%), o que coloca o município no percentil 66. A coleta de esgoto, embora ainda alta (96,6% em 2021), vem recuando desde 2018 (100%), sinalizando necessidade de atenção à manutenção da rede coletora. Já o manejo de resíduos domiciliares é um ponto crítico: apenas 65,1% dos domicílios têm coleta (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e do desempenho mineiro (86,1%), e o destino inadequado de resíduos atinge 22,3% dos domicílios, acima da mediana do país (14,9%) e muito superior à média estadual (7,4%), apesar da melhora de 30,9% desde 2010.
No campo climático, as emissões totais de GEE do município somaram 395.040 tCO₂e em 2024, com alta de 11,9% em relação a 2023, situando Veríssimo no percentil 76 nacional — ou seja, entre os municípios com maiores emissões relativas, provavelmente associadas ao uso do solo e à pecuária, dado o perfil rural. Em contraste, as emissões de resíduos (2.405 tCO₂e) e de energia (3.420 tCO₂e) são baixas frente à mediana nacional (6.191 e 18.929 tCO₂e, respectivamente), reforçando que o problema ambiental do município está concentrado em outras fontes, não no setor de resíduos ou energético. A matriz energética local conta com 5 MW de potência em biomassa, estável desde 2010, no percentil 53 nacional.
Em síntese, o município precisa priorizar investimentos na infraestrutura de abastecimento de água — especialmente no combate às perdas na distribuição — e na ampliação da coleta de resíduos sólidos, dois indicadores em que Veríssimo está aquém da média nacional e estadual. O avanço no tratamento de esgoto é um ponto positivo a ser mantido e ampliado, enquanto o monitoramento das emissões de GEE totais merece atenção dada sua posição elevada no ranking nacional.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
64.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
57.2%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
65.3%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
33.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
65.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
22.3%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
5 MW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
395.040 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.405 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
3.420 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
