Vermelho NovoMG

5.034 habitantes · IBGE 3171154

IA

Resumo socioambiental

Vermelho Novo/MG apresenta quadro crítico de saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos parâmetros nacionais e estaduais. A cobertura de água atingiu apenas 40,4% em 2024, colocando o município no percentil 13 nacional, distante da mediana do país (73,2%) e de Minas Gerais (83,3%). A situação se agrava com a perda de água na distribuição, que saltou para 43,7% em 2024 (variação de +78,8% desde 2010), superando tanto a mediana nacional (29,1%) quanto a mineira (35,8%) — um indicativo de ineficiência operacional que compromete a already baixa cobertura existente.

O cenário de esgotamento sanitário é ainda mais preocupante e mostra retrocesso abrupto: a coleta de esgoto, que se manteve praticamente universalizada entre 2012 e 2021 (patamares de 87% a 100%), despencou para 36,4% em 2024, uma queda de -51,4% que sugere problema estrutural ou de reporte de dados a partir de 2023. Paradoxalmente, o tratamento de esgoto evoluiu de 0% (até 2022) para 56,7% em 2024, superando a mediana nacional (33,3%) e a mineira (44,6%) — ganho que, no entanto, perde efetividade diante da baixa cobertura de coleta. Os dados censitários do IBGE reforçam o diagnóstico: apenas 46,7% dos domicílios tinham coleta de esgoto em 2022 (percentil 12 nacional), enquanto 44,8% possuíam destino inadequado de dejetos, taxa seis vezes maior que a mediana do país (14,9%) e a mais alta entre os indicadores comparados (percentil 90).

No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 48.335 tCO₂e em 2024, com alta de 181,7% desde 2010, embora o município ainda esteja abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). As emissões de resíduos, que crescem de forma constante (+22,6% no período), somaram 4.865 tCO₂e em 2024 — trajetória coerente com a precariedade do saneamento e do tratamento de esgoto ora insuficiente. As emissões de energia, embora com menor peso absoluto, mais que dobraram entre 2010 e 2024 (+81,1%), acompanhando o crescimento de outras fontes emissoras.

Em síntese, Vermelho Novo enfrenta déficit estrutural de saneamento, com cobertura de água e esgoto muito inferiores aos padrões nacionais e estaduais, perdas hídricas crescentes e regressão recente na coleta de esgoto que compromete os avanços obtidos no tratamento. A combinação desses fatores, associada ao aumento das emissões de resíduos, aponta para a necessidade urgente de investimentos em infraestrutura de saneamento e gestão de perdas, de modo a reverter tendências que colocam o município em desvantagem significativa frente ao restante do país.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

40.4%

2024

13
2.3% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

36.4%

2024

28
51.4% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

56.7%

2024

66

Perda de água

SNIS/SINISA

43.7%

2024

23
78.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

46.7%

2022

12
3.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

44.8%

2022

10
18.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

48.335 tCO₂e

2024

80
181.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.865 tCO₂e

2024

59
22.6% no período

Emissões de energia

SEEG

4.328 tCO₂e

2024

82
81.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.