VianaES
78.442 habitantes · IBGE 3205101
Resumo socioambiental
Viana/ES apresenta quadro socioambiental preocupante no saneamento básico, com retrocessos importantes na cobertura de água. O indicador caiu de 90,1% em 2008 para 68,2% em 2022, uma queda de 24,3%, posicionando o município abaixo da mediana nacional (76,5%) e da UF (83,5%), no percentil 40. A perda de água na distribuição também é elevada, em 55,5% (2022), quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e da UF (29,0%), colocando o município no percentil 89 — entre os piores do país nesse quesito, o que indica ineficiência operacional relevante no sistema de abastecimento.
O esgotamento sanitário segue crítico, embora em trajetória de melhora. A coleta de esgoto atingiu 41,4% em 2021 (alta de 27,3% desde 2007), mas ainda muito abaixo da mediana nacional (87,8%) e mesmo da UF (69,8%), ficando no percentil 22. O tratamento de esgoto chegou a 34,5% em 2022, com avanço expressivo de 58,2% na série histórica, aproximando-se da mediana nacional (37,7%) e da UF (44,6%). Chama atenção a existência de 7 ETEs no município (2020), muito acima da mediana nacional (1 unidade), sugerindo que a limitação está mais na rede coletora do que na capacidade de tratamento instalada. Por outro lado, os indicadores do Censo IBGE mostram melhor desempenho: 92,0% dos domicílios com coleta de resíduos (2022, percentil 82) e apenas 3,8% com destinação inadequada, bem abaixo da mediana nacional (14,9%), embora acima da UF (6,9%).
No eixo climático, Viana registra emissões de GEE elevadas para o porte populacional: 521.836 tCO₂e em 2024, no percentil 81 nacional, com forte volatilidade histórica associada ao setor de energia, que responde pela maior parte das emissões (453.477 tCO₂e, percentil 95) e reflete a presença de matriz térmica fóssil relevante no município (37 MW de potência térmica, ainda que em queda de 78,5% desde 2021). As emissões de resíduos também chamam atenção, com 38.872 tCO₂e em 2024 (percentil 91), evolução de 101,0% desde 2010 — crescimento coerente com a mesma dinâmica de baixa cobertura de esgotamento e tratamento, indicando que a gestão de resíduos sólidos e líquidos ainda gera pressão ambiental crescente, mesmo com a melhora relativa nos indicadores de coleta domiciliar.
Do lado positivo, o município detém expressiva capacidade de geração por biomassa (175 MW, estável desde 2010, percentil 97 nacional), ativo relevante para transição energética local. Contudo, o conjunto dos dados sugere que os investimentos em infraestrutura de água e esgoto não acompanharam o crescimento populacional e as demandas ambientais, exigindo atenção prioritária dos gestores para reversão das perdas de água, ampliação da rede coletora de esgoto e mitigação das emissões associadas ao setor energético local.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
67.3%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
39.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
35.9%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
7
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
55.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
92.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
3.8%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
212 MW
Potência térmica (fóssil)
ANEEL (SIGA)
37 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
82.3%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
521.836 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
38.872 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
453.477 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
6
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
