VieirópolisPB
4.974 habitantes · IBGE 2517209
Resumo socioambiental
Vieirópolis apresenta déficit estrutural grave em saneamento básico, configurando o principal desafio socioambiental do município. A cobertura de água atinge apenas 18,9% dos domicílios em 2022, muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e do estado da Paraíba (77,2%), posicionando o município no percentil 3 do país — ou seja, entre os piores do Brasil nesse indicador. Agravando o quadro, a perda de água na distribuição chegou a 43,9% em 2022, acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (37,3%), com forte alta de +348,3% desde 2012, evidenciando ineficiência crônica na infraestrutura hídrica que compromete ainda mais o já baixo acesso ao serviço.
A situação de esgotamento e destinação de resíduos segue padrão semelhante, embora com melhora relativa. A coleta domiciliar de lixo alcançou 42,5% em 2022, também distante da mediana nacional (76,9%), enquanto o destino inadequado de resíduos, apesar de ter caído significativamente de 61,0% (2010) para 32,1% (2022), ainda supera a mediana do país (14,9%) e da UF (15,4%). Essa melhora na destinação de resíduos, no entanto, não se refletiu nas emissões associadas: as emissões de resíduos cresceram +37,1% entre 2010 e 2024, atingindo 2.152 tCO₂e, sugerindo que o aumento populacional e a geração de resíduos ainda pressionam esse setor, mesmo com percentual de destinação inadequada em queda.
Em termos de emissões totais de GEE, o município mantém volume baixo em comparação nacional — 3.476 tCO₂e em 2024, no percentil 4, bem abaixo da mediana do Brasil (138.513 tCO₂e) — mas com trajetória bastante instável ao longo da série, alternando picos (21.823 tCO₂e em 2018) e quedas acentuadas. As emissões de energia, embora pequenas em termos absolutos (1.439 tCO₂e em 2024), cresceram +224,5% desde 2010, indicando expansão do consumo energético local que merece monitoramento, ainda que sem impacto expressivo no cenário nacional.
Por fim, os registros de eventos hidrológicos extremos disponíveis (2016) mostram 1 ocorrência de cheia e 11 de seca, ambos no percentil 76 e 88 nacionalmente, respectivamente, indicando maior exposição relativa a eventos de estiagem — cenário coerente com a região semiárida paraibana e que reforça a urgência de investimentos em infraestrutura hídrica, dado o baixo acesso à água tratada e as elevadas perdas no sistema já identificadas.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
17.6%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
44.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
42.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
32.1%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
3.476 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.152 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
1.439 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
11
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
