Vila BoaGO
4.185 habitantes · IBGE 5222203
Resumo socioambiental
Vila Boa/GO apresenta cobertura de água de 87,5% em 2022, com salto expressivo de +5,7 pontos percentuais em relação ao histórico recente e desempenho acima da mediana nacional (76,5%) e próximo à média estadual (89,1%), posicionando o município no percentil 66. A perda de água, contudo, ainda é elevada em 28,4% (2022), levemente abaixo da mediana nacional (29,9%) mas superior à média de Goiás (27,8%), indicando ineficiência operacional que reduz o ganho efetivo da ampliação de cobertura — ou seja, parte da água distribuída continua sendo desperdiçada mesmo com mais domicílios atendidos.
No saneamento, a coleta de resíduos domiciliares alcança 82,8% em 2022, evolução de +6,4 pontos desde 2010 e acima da mediana nacional (76,9%), embora distante do patamar estadual (89,7%). Por outro lado, 17,2% dos domicílios ainda têm destino inadequado de resíduos, valor acima da mediana nacional (14,9%) e muito superior à média goiana (5,5%), revelando uma lacuna significativa frente ao restante do estado. Essa fragilidade ajuda a explicar o crescimento de +44% nas emissões de resíduos desde 2010 (2.981 tCO₂e em 2024), embora esse volume permaneça baixo em termos absolutos, situando o município no percentil 25 nacional.
O dado mais crítico do dossiê é a trajetória das emissões de energia, que saltaram +152,9% entre 2010 e 2024, atingindo 110.751 tCO₂e — bem acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e) e no percentil 82, indicando forte intensificação do uso de fontes emissoras nesse setor. Esse crescimento é o principal motor da estabilidade das emissões totais de GEE, que fecham 2024 em 370.513 tCO₂e (percentil 74, acima da mediana nacional de 138.513 tCO₂e), mesmo com queda expressiva verificada entre 2016 e 2018.
Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município em 2016, mas a ausência de série mais recente limita a avaliação de risco hidroclimático atual. Em síntese, Vila Boa avançou em cobertura de água e coleta de resíduos, porém a persistência de perdas hídricas, o descarte inadequado acima da média estadual e o forte crescimento das emissões de energia indicam que os ganhos de acesso não foram acompanhados de eficiência ambiental equivalente, demandando atenção prioritária dos gestores locais.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
87.5%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
28.4%
2022
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
82.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
17.2%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
370.513 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.981 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
110.751 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
