Virgem da LapaMG
11.867 habitantes · IBGE 3171600
Resumo socioambiental
Virgem da Lapa/MG apresenta um quadro socioambiental misto em 2024, com avanço recente no abastecimento de água mas retrocesso expressivo no esgotamento sanitário. A cobertura de água atingiu 79,4%, salto relevante frente aos anos anteriores (variação de +58,1% desde 2010) e agora acima da mediana nacional (73,2%), embora ainda abaixo da média mineira (83,3%), posicionando o município no percentil 59. Em contraste, a coleta de esgoto caiu para 47,3% em 2024, uma queda abrupta de 46,8% em relação a 2021 (90,4%), ficando abaixo da mediana nacional (59,9%) e da UF (78,2%), no percentil 38 — um recuo que chama atenção e merece investigação sobre causas operacionais ou de reporte. Vale destacar que o tratamento de esgoto manteve-se em 100,0% até 2022, o que sugere que o problema está mais na cobertura da rede coletora do que na capacidade de tratamento do que é coletado.
A perda de água também é preocupante, com 29,3% em 2024, praticamente no mesmo patamar da mediana nacional (29,1%), mas quase o dobro do registrado em 2010 (16,0%), indicando deterioração da eficiência operacional do sistema ao longo da década. Do lado dos domicílios, o quadro censitário reforça as fragilidades: apenas 61,8% têm coleta de resíduos (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e do percentil 28, enquanto o destino inadequado de resíduos ainda atinge 36,2% dos domicílios — bem acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (7,4%), colocando o município no percentil 82, entre os piores do país nesse quesito, apesar da melhora em relação a 2010 (48,9%).
No âmbito climático, as emissões totais de GEE cresceram fortemente para 175.174 tCO₂e em 2024, variação de +630,5% desde 2010, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e situando o município no percentil 57. Esse crescimento não é explicado pelas emissões de resíduos, que cresceram de forma mais moderada (+20,6%, para 5.793 tCO₂e, abaixo da mediana nacional de 6.191 tCO₂e), nem pelas de energia, que caíram 7,3% no período (9.369 tCO₂e, bem abaixo da mediana de 18.929 tCO₂e). Isso indica que o salto nas emissões totais está concentrado em outros setores (provavelmente mudança de uso da terra ou agropecuária), não capturados isoladamente neste dossiê.
Por fim, os dados hídricos de 2016 mostram ausência de registros de cheia, mas 14 registros de seca observada, evidenciando maior vulnerabilidade à estiagem do que a eventos de cheia — padrão compatível com a inserção do município no semiárido mineiro. Em conjunto, os indicadores sugerem que a prioridade de gestão deveria recair sobre a recuperação da rede de coleta de esgoto, a redução de perdas no sistema de água e o enfrentamento do destino inadequado de resíduos sólidos, temas diretamente conectados ao desempenho ambiental e à qualidade de vida da população.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
79.4%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
47.3%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
100.0%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
29.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
61.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
36.2%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
175.174 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
5.793 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
9.369 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
14
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
