VirgíniaMG

9.142 habitantes · IBGE 3171709

IA

Resumo socioambiental

Virgínia/MG apresenta quadro sanitário preocupante, com retrocessos expressivos em indicadores-chave de saneamento. A cobertura de água caiu para 55,2% em 2024, bem abaixo da mediana nacional (73,2%) e da média mineira (83,3%), posicionando o município no percentil 26 do país. Mais grave é a trajetória da coleta de esgoto, que despencou de 100,0% em 2010-2011 para 55,2% em 2024 — uma queda acumulada de 44,8% —, ficando ainda assim próxima da mediana nacional (59,9%). O tratamento de esgoto, no entanto, é nulo (0,0%) desde ao menos 2011, contra mediana nacional de 33,3% e estadual de 44,6%, evidenciando que todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento, o que representa um passivo ambiental significativo mesmo com boa cobertura de coleta.

Pelo lado positivo, a perda de água é baixa (6,1% em 2024), muito inferior à mediana nacional (29,1%) e à mineira (35,8%), colocando o município no percentil 3 — um dos melhores desempenhos do país nesse quesito, embora a série mostre grande instabilidade histórica (0% em alguns anos, 27,1% em 2011, 19,3% em 2023). Já pelo Censo, o destino inadequado de dejetos em domicílios ainda atinge 32,8% em 2022, mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e muito acima do padrão mineiro (7,4%), embora tenha recuado 33,8% desde 2010 (49,4%). Essa combinação sugere que parte da população segue à margem da rede formal de esgotamento, mesmo com a leve melhora na coleta domiciliar registrada pelo Censo (64,1% em 2022, ainda abaixo da mediana nacional de 76,9%).

No âmbito climático, as emissões totais de GEE caíram de forma consistente, de 122.538 tCO₂e em 2010 para 55.488 tCO₂e em 2024 (-54,7%), ficando abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e no percentil 24 da UF. As emissões de energia também recuaram (-8,6% no período recente, para 3.892 tCO₂e), refletindo trajetória favorável e coerente com o baixo percentil nacional (16). Em contraste, as emissões de resíduos cresceram 10,9% desde 2010, atingindo 4.713 tCO₂e em 2024 — ainda abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), mas em sentido oposto à queda geral de GEE, o que dialoga diretamente com a ausência de tratamento de esgoto e sugere pressão crescente da gestão de resíduos sólidos e efluentes sobre o balanço ambiental do município.

Em síntese, Virgínia combina baixa perda física de água — ponto forte relativo — com fragilidades estruturais no esgotamento sanitário, notadamente a ausência total de tratamento, o que compromete os ganhos observados na coleta. A queda expressiva das emissões totais de GEE é positiva, mas o crescimento das emissões de resíduos indica necessidade de atenção à destinação final e ao tratamento de efluentes, temas que devem orientar prioridades de investimento público nos próximos ciclos de planejamento.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

55.2%

2024

26
5.5% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

55.2%

2024

46
44.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

6.1%

2024

97

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

64.1%

2022

31
26.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

32.8%

2022

22
33.8% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

55.488 tCO₂e

2024

76
54.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.713 tCO₂e

2024

60
10.9% no período

Emissões de energia

SEEG

3.892 tCO₂e

2024

84
8.6% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.