VirginópolisMG
10.519 habitantes · IBGE 3171808
Resumo socioambiental
Virginópolis/MG apresenta um quadro de saneamento desigual, com avanço na coleta mas grave lacuna no tratamento de esgoto. A coleta atingiu 100,0% em 2021, acima da mediana nacional (87,8%) e da própria média mineira (85,0%), colocando o município no percentil 74. Contudo, o tratamento de esgoto é 0,0% desde pelo menos 2012, valor muito abaixo da mediana nacional (37,7%) e do estado (44,5%) em 2022. Essa combinação indica que o esgoto é coletado, mas despejado sem tratamento, o que representa risco sanitário e ambiental relevante para os corpos hídricos locais.
O abastecimento de água também merece atenção: a cobertura caiu para 58,8% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%) e distante da UF (84,3%), posicionando o município no percentil 28. A perda de água, embora tenha recuado de picos de 28,5% (2018) para 22,3% em 2022, ainda representa ineficiência operacional relevante, mesmo estando abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (35,0%). Já os domicílios com destino inadequado de resíduos caíram de 34,1% (2010) para 18,0% (2022), uma melhora expressiva, mas ainda acima da mediana nacional (14,9%) e bem acima do percentual mineiro (7,4%).
No eixo climático, as emissões totais de GEE saltaram de 183.610 tCO₂e (2021) para 332.452 tCO₂e em 2024, alta de 191,5% desde 2010, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e situando o município no percentil 72. O crescimento foi puxado principalmente pelo setor de energia, que passou de 15.350 para 39.144 tCO₂e (+155,0%), enquanto as emissões de resíduos cresceram de forma mais moderada, para 5.841 tCO₂e (+24,2%), ficando abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e). Essa trajetória sugere que a pressão emissora recente está mais associada à matriz energética do que ao manejo de resíduos, mesmo com o déficit de tratamento de esgoto ainda não refletido proporcionalmente nas emissões setoriais.
Em síntese, Virginópolis avançou na universalização da coleta de esgoto e na redução de destino inadequado de resíduos, mas mantém deficiências estruturais críticas no tratamento de efluentes e na cobertura de água, além de uma trajetória crescente de emissões de GEE que demanda monitoramento e possível revisão da matriz energética municipal.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
70.7%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
56.6%
2023
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2023
Perda de água
SNIS/SINISA
25.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
69.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
18.0%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
5 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
5 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
332.452 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
5.841 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
39.144 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
