Vitória BrasilSP

1.826 habitantes · IBGE 3556958

IA

Resumo socioambiental

Vitória Brasil apresenta um saneamento básico consolidado e acima da média nacional, com destaque para a coleta de esgoto em 100,0% (2021) e tratamento de esgoto também em 100,0% (2022), muito superiores à mediana nacional (87,8% e 37,7%, respectivamente) e mesmo à média do estado de São Paulo (94,6% e 69,6%). A cobertura de água, embora tenha recuado para 84,1% em 2022 após atingir 96,1% em 2021, ainda supera a mediana nacional (76,5%), mas fica abaixo do patamar estadual (95,2%), situando o município no percentil 61. Essa queda recente merece atenção dos gestores, especialmente porque coincide com uma alta nas perdas de água, que saltaram para 14,3% em 2022 — o maior valor da série desde 2012 —, embora ainda esteja bem abaixo da mediana nacional (29,9%) e da média estadual (32,1%).

Na gestão de resíduos sólidos, o município também supera os parâmetros nacionais: 90,0% dos domicílios têm coleta (2022), acima da mediana do país (76,9%) e próximo à média estadual (89,7%), enquanto o destino inadequado de resíduos caiu de 16,3% (2010) para 6,3% (2022), uma redução expressiva de 61,1%. Ainda assim, esse indicador fica acima da média estadual (1,0%), sinalizando espaço para avanço. Essa evolução positiva na destinação de resíduos, contudo, não se reflete nas emissões de GEE do setor, que cresceram 10,4% desde 2010 e atingiram 3.174 tCO₂e em 2024 — ainda assim, abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

Em relação ao perfil de emissões totais, Vitória Brasil mantém-se em patamar baixo se comparado ao Brasil: 21.759 tCO₂e em 2024, no percentil 9, muito distante da mediana nacional (138.513 tCO₂e). O ponto de atenção mais relevante é o setor de energia, cujas emissões triplicaram entre 2010 e 2024 (variação de +167,0%, chegando a 6.931 tCO₂e), indicando pressão crescente sobre a matriz energética local que merece monitoramento, ainda que o valor absoluto permaneça abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município em 2016, o que limita a análise de riscos hidrológicos recentes.

De forma geral, o município demonstra desempenho socioambiental sólido em saneamento e resíduos, superando referências nacionais na maioria dos indicadores, mas a alta nas perdas de água e o crescimento acelerado das emissões de energia são sinais que justificam ação preventiva para sustentar os ganhos already alcançados.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

94.3%

2024

85
8.7% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

84.8%

2024

76
15.2% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2023

27.3% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

8.8%

2024

95
10.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

90.0%

2022

78
7.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

6.3%

2022

70
61.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

21.759 tCO₂e

2024

91
3.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.174 tCO₂e

2024

73
10.4% no período

Emissões de energia

SEEG

6.931 tCO₂e

2024

73
167.0% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.