Vitória do XinguPA
16.414 habitantes · IBGE 1508357
Resumo socioambiental
Vitória do Xingu apresenta um quadro socioambiental heterogêneo, com avanços expressivos em emissões e tratamento de esgoto, mas fragilidades estruturais no saneamento básico. A cobertura de água é o ponto mais crítico: 39,4% em 2022, em queda constante desde 2019 (41,0%), posicionando o município no percentil 11 nacional — bem abaixo da mediana do Brasil (76,5%) e da própria média estadual (55,0%). A coleta de esgoto também recua, de 82,8% (2019) para 81,2% (2021), embora ainda supere folgadamente o Pará (19,1%). Por outro lado, o tratamento de esgoto evoluiu de forma acentuada, saltando de 33,1% para 45,0% entre 2019 e 2022 (+36%), superando tanto a mediana nacional (37,7%) quanto o estado (13,5%), o que indica investimento recente em estações de tratamento mesmo sem ampliação proporcional da coleta.
No quesito resíduos sólidos, houve melhora histórica notável: o destino inadequado de domicílios caiu de 81,2% (2010) para 27,9% (2022), redução de quase 66%, embora o valor ainda esteja acima da mediana nacional (14,9%) e do Pará (23,2%), situando o município no percentil 71 (pior que a maioria). Coerentemente, a coleta domiciliar de lixo cresceu de 18,8% para 61,4% no mesmo período, mas permanece abaixo da mediana nacional (76,9%) e estadual (71,0%). Essa expansão da coleta, contudo, tem contrapartida ambiental: as emissões de resíduos do setor de decomposição cresceram continuamente, de 3.279 para 8.641 tCO₂e (2010-2024, +163,5%), acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 62.
O destaque mais relevante é a trajetória de emissões totais de GEE, que passou de picos de mais de 2 milhões de tCO₂e (2013) para -9.122 tCO₂e em 2024, tornando o município um sumidouro líquido de carbono — resultado provavelmente ligado à dinâmica de uso da terra e cobertura florestal, colocando-o no percentil 3 (entre os mais baixos emissores do país). Esse resultado contrasta com o forte crescimento das emissões de energia, que saltaram de 4.914 para 86.741 tCO₂e no período, alta de mais de 1.600%, superando a mediana nacional (18.929 tCO₂e) e situando o município no percentil 79 — reflexo direto da presença da usina hidrelétrica local, evidenciada também pela potência hidráulica instalada de 5.617 MW, no percentil 100 nacional, a maior categoria do ranking.
Em síntese, Vitória do Xingu combina infraestrutura elétrica de grande porte e balanço de carbono favorável com déficits históricos de saneamento básico, sobretudo no abastecimento de água, que segue como principal gargalo a ser enfrentado pela gestão local, especialmente considerando o crescimento das emissões associadas a resíduos e energia nos últimos anos.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
55.8%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
51.2%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
18.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
9.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
61.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
27.9%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
5.617 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
5.617 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
-9.122 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
8.641 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
86.741 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
