VitóriaES
342.800 habitantes · IBGE 3205309
Resumo socioambiental
Vitória apresenta em 2026 investimento público de R$ 70,7 milhões, valor muito acima da mediana nacional (R$ 3,1 milhões) e próximo ao total estadual (R$ 90,9 milhões), posicionando o município no percentil 97 do país — patamar compatível com a robustez de sua infraestrutura de saneamento. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2022, no percentil 100 nacional, após recuperação da queda observada entre 2013 e 2020 (mínima de 92,3% em 2017). A coleta de esgoto chegou a 87,3% em 2021, com crescimento acumulado de 60% desde 2007, ficando praticamente empatada com a mediana nacional (87,8%) mas bem acima da UF (69,8%). O tratamento de esgoto, por sua vez, alcançou 76,5% em 2022, muito superior à mediana nacional (37,7%) e à média estadual (44,6%), sustentado por 4 ETEs no município — o quarto maior número entre os municípios brasileiros (percentil 95).
Apesar dos avanços em cobertura e tratamento, a perda de água segue como ponto de atenção: 32,3% em 2022, acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (29,0%), com variação positiva de 2,3% no último ano, indicando ineficiência operacional persistente na distribuação que contrasta com a excelência dos demais indicadores de saneamento. Já a gestão de resíduos domiciliares é destaque positivo: apenas 0,3% dos domicílios têm destinação inadequada (2022), no percentil 2 nacional (quanto menor, melhor), e 94,2% têm coleta regular — ainda que este último indicador tenha recuado 5,6% desde 2010.
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 896.986 tCO₂e em 2024, com queda de 5,8% no último ano e recuo de 34% desde o pico de 2015, refletindo principalmente a redução nas emissões de energia (-18,5% no ano, para 643.047 tCO₂e). Em contrapartida, as emissões de resíduos avançaram 60,4% desde 2010, atingindo 257.190 tCO₂e em 2024 — trajetória preocupante que se soma à alta cobertura de coleta e tratamento de esgoto, sugerindo que o crescimento da geração e do tratamento de resíduos sólidos e efluentes ainda gera custos ambientais crescentes em emissões, mesmo com ganhos sociais na coleta. O município figura no percentil 89 nacional em emissões totais e no percentil 99 em emissões de resíduos, patamares elevados que merecem monitoramento face ao contraste com os bons indicadores de infraestrutura sanitária.
Na matriz energética renovável, a potência solar instalada permanece estável em 5 MW desde 2010 (percentil 77), enquanto a biomassa cresceu 20,9% no período, para 14 MW (percentil 70) — ambos acima da mediana nacional, mas sem expansão recente que acompanhe o crescimento das emissões de resíduos. Eventos hidrológicos foram pontuais, com 1 registro de cheia em 2016 e nenhuma seca observada, não configurando padrão de risco climático agudo no período disponível.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
96.2%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
83.2%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
61.9%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
4
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
39.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
94.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
0.3%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2023
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
19 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
5 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
5 MW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
896.986 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
257.190 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
643.047 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Investimento
Investimento público
PNCP
R$ 70.7 mi
2026
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
