Vitorino FreireMA

31.906 habitantes · IBGE 2113009

IA

Resumo socioambiental

Vitorino Freire/MA apresenta quadro crítico de saneamento básico, com destaque negativo no abastecimento de água: a cobertura chegou a apenas 9,8% em 2024, muito abaixo da mediana nacional (73,2%) e da média estadual (53,5%), posicionando o município no percentil 1 do país — ou seja, entre os piores do Brasil nesse indicador. A situação é agravada pela perda de água na distribuição, que atingiu 83,9% em 2024, bem acima da mediana nacional (29,1%) e da UF (57,3%), colocando o município no percentil 98 (dos piores). Essa combinação de baixíssima cobertura com altíssimo desperdício indica falhas estruturais graves na rede de abastecimento, que comprometem tanto o acesso da população quanto a eficiência do sistema existente.

No manejo de resíduos sólidos, a coleta domiciliar evoluiu de 42,8% (2010) para 55,5% (2022), mas ainda fica abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (65,5%), no percentil 21. Paralelamente, o destino inadequado de resíduos caiu de 57,2% para 32,5% no mesmo período — melhora expressiva, porém ainda superior à mediana nacional (14,9%) e à UF (29,4%), no percentil 77. Essa deficiência na gestão de resíduos se reflete nas emissões do setor, que cresceram 38,5% desde 2010, atingindo 12.975 tCO₂e em 2024, quase o dobro da mediana nacional (6.191 tCO₂e), evidenciando que o avanço na coleta não foi acompanhado de destinação final adequada.

Em relação às emissões totais de GEE, houve queda acentuada de 68,4% desde 2010, com o último valor em 423.684 tCO₂e (2024) — ainda assim, o município permanece no percentil 77 nacional, acima da mediana (138.513 tCO₂e), embora distante da escala estadual. A série histórica mostra grande volatilidade, com pico de quase 3 milhões de tCO₂e em 2022, sugerindo forte influência de mudanças no uso do solo e cobertura vegetal. As emissões de energia também cresceram 18,2% no período, chegando a 26.738 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Em síntese, Vitorino Freire enfrenta desafios estruturais simultâneos em água, esgoto e resíduos, com indicadores consistentemente piores que as referências nacionais e estaduais. A associação entre baixa cobertura de água, alta perda hídrica e gestão insuficiente de resíduos sinaliza a urgência de investimentos coordenados em infraestrutura de saneamento, que tendem a gerar ganhos simultâneos na saúde pública, na eficiência dos serviços e na redução das emissões associadas ao setor de resíduos.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

9.8%

2024

1
60.3% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

83.9%

2024

2
3.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

55.5%

2022

21
29.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

32.5%

2022

23
43.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

423.684 tCO₂e

2024

23
68.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

12.975 tCO₂e

2024

26
38.5% no período

Emissões de energia

SEEG

26.738 tCO₂e

2024

43
18.2% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.