VotuporangaSP

100.159 habitantes · IBGE 3557105

IA

Resumo socioambiental

Votuporanga apresenta infraestrutura de saneamento consolidada e muito acima dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2022, superando a mediana nacional (76,5%) e o próprio patamar estadual (95,2%, percentil 100). A coleta de esgoto também é universal (100,0% em 2021, percentil 100), e o tratamento alcança 80,0%, bem acima da mediana do Brasil (37,7%) e da média paulista (69,6%, percentil 77), sustentado pela operação de 2 ETEs no município. Na gestão de resíduos, a situação domiciliar é favorável: 98,1% dos domicílios têm coleta (2022) e apenas 1,2% apresentam destinação inadequada, valor próximo ao índice estadual (1,0%) e muito inferior à mediana nacional (14,9%).

O ponto de atenção mais evidente está nas perdas de água na distribuição, que saltaram de 16,1% (2008) para 33,8% em 2022, um crescimento de +109,5% na série e acima da mediana nacional (29,9%) e da média estadual (32,1%, percentil 60). Esse aumento contínuo desde 2015 sinaliza envelhecimento ou deficiência na gestão da rede, e merece investimento prioritário, especialmente porque contrasta com a excelência dos indicadores de cobertura e tratamento — ou seja, o município universalizou o acesso, mas não garantiu eficiência operacional equivalente.

No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 418.034 tCO₂e em 2024, com queda de -18,2% frente ao pico de 2022, mas ainda 29,6% acima do nível de 2010, situando o município no percentil 77 nacional. As emissões de resíduos, de 72.255 tCO₂e, seguem trajetória de crescimento constante (+44,9% desde 2010) e colocam Votuporanga no percentil 95 do país — um contraste importante com o bom desempenho em coleta e destinação domiciliar, sugerindo que o problema está mais associado à decomposição em aterros do que à cobertura do serviço. As emissões de energia, de 244.044 tCO₂e, cresceram 70,2% no período e representam a maior parcela do total, indicando que a matriz energética local é o principal vetor de aumento das emissões municipais.

Eventos hidrológicos registrados em 2016 (uma ocorrência de cheia e uma de seca) posicionam o município em percentis medianos a altos frente ao Brasil, mas sem série histórica recente para avaliar tendência. Em síntese, Votuporanga combina saneamento de excelência com dois desafios que exigem monitoramento: o crescimento das perdas de água, que ameaça a eficiência do sistema já universalizado, e o aumento persistente das emissões de resíduos e energia, que pressionam a trajetória de sustentabilidade ambiental do município.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

97.2%

2024

89
2.8% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

97.2%

2024

93
2.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

92.0%

2024

93
946.5% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

2

2020

89
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

35.6%

2024

36
116.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

98.1%

2022

98
0.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

1.2%

2022

92
46.4% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2025

69
0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

418.034 tCO₂e

2024

23
29.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

72.255 tCO₂e

2024

5
44.9% no período

Emissões de energia

SEEG

244.044 tCO₂e

2024

9
70.2% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.